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Educação 17 de dezembro de 2013

Castelo Branco: Politécnico questiona prova de avaliação a docentes

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O Instituto Politécnico de Castelo Branco questionou hoje a prova de avaliação de conhecimentos e capacidades sugerida pelo Ministério da Educação aos docentes e lamentou que o processo tenha sido aplicado sem a auscultação das entidades formadoras.

O Instituto Politécnico de Castelo Branco questionou hoje a prova de avaliação de conhecimentos e capacidades sugerida pelo Ministério da Educação aos docentes e lamentou que o processo tenha sido aplicado sem a auscultação das entidades formadoras.

No documento “Parecer sobre a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades – Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco”, a instituição manifesta “estranheza e profunda indignação pelo facto de o processo ter sido implementado sem a auscultação das instituições formadoras, impossibilitando-as de poderem contribuir para a reflexão sobre uma questão sobre a qual estão investidas de competência pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC)”.

Questionado pela agência Lusa sobre esta posição, o ministério explicou que a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC) “não conflitua com a formação inicial de professores, nem com as competências das Instituições do Ensino Superior que a ministram”.

“Do mesmo modo, não existe conflitualidade entre a PACC e a avaliação de desempenho docente, pois visam objetivos diversos”, diz o MEC.

A direção e a presidente do Conselho Técnico-Científico da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco, depois de terem aprovado o documento por unanimidade dos membros do Conselho Técnico-Científico, dizem ainda que a “generalidade dos professores que se vê obrigada a realizar a referida Prova, como condição de acesso à profissão docente, realizou cursos em instituições de ensino superior, acreditadas pelo próprio Estado e que conferiram a profissionalidade docente”.

Diz ainda o Politécnico que os “professores que estão a desenvolver a sua atividade nas escolas são contratados pelo Ministério da Educação e Ciência e já estão sujeitos a diversos mecanismos de avaliação, legislados e aprovados pela tutela. Não se entende, por isso, a necessidade de se sujeitar os professores a mais um mecanismo de avaliação”.

“Decorrente do exposto, não é possível identificar as razões e evidências que apoiam a decisão de introduzir um mecanismo que pretende avaliar os conhecimentos e capacidades dos diplomados formados de acordo com os normativos legais e a acreditação conferida pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior”, sintetizam.

Os docentes da Escola Superior de Educação de Castelo Branco, “enquanto profissionais de uma instituição de ensino superior com experiência de formação de professores desde 1986, tendo a sua grande maioria investido a sua vida profissional e investigativa na formação de Educadores de Infância e de Professores do Ensino Básico, consideram este procedimento uma desconsideração pelos conhecimentos profissional e científico que têm sido construídos ao longo de várias décadas”.

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