Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Ao frenesim habitual das segundas, dia de mercado semanal na cidade, juntou-se um punhado de sindicalistas e representantes da comissão de utentes.
Junto aos semáforos do centro da cidade, à porta do mercado, apelaram ao buzinão com cartazes e megafones durante quase uma hora e os condutores não os deixaram sem resposta.
Entre buzinadelas, José Figueira sintetizou em três palavras o que pensa: “É uma vergonha”.
Já subscreveu o abaixo-assinado contra as portagens e agora protestou de forma ruidosa porque classifica como “inadmissível” a instalação de portagens nas auto-estradas A23 (Guarda - Torres Novas), A24 (Viseu - Chaves) e A25 (Aveiro - Vilar Formoso).
Ao lado, numa viatura comercial, António Gil transporta mercadoria que não pode evitar a autoestrada. Se existisssem “alternativas viáveis”, até admite que “não haveria problema na cobrança de portagens”. Mas, “não existindo, não as deviam criar, obviamente”.
Mais atrás, Rogério Caria estava ao volante de um veículo comercial da empresa de climatização para a qual trabalha, com clientes ao longo da A23, desde a Guarda até Castelo Branco.
O patrão “tem muitos carros na rua”, mas depois da introdução das portagens não faz “a mínima ideia” do que pode acontecer à empresa.
Noutra viatura, José Delgado já soma muitos anos de estrada e recorda que sem uma autoestrada livre a região não está isolada, mas quase. Afinal, a A23 “foi uma auto-estrada feita para desenrascar as beiras e não há alternativa”.
Ali ao lado, no mercado, a música da banca de cassetes e discos abafa o som das buzinas, que mal se houve.
Carmo Aragão vende tremoços a quem passa e prefere falar do movimento, dizendo que esta segunda-feira o negócio “nem está a correr mal”.
Sobre as buzinas, nada sabe ao certo mas admite que “tenha alguma coisa a ver com as portagens”.
Para Aníbal Cabral, representante da Comissão de Utentes da A23, A24 e A25, o protesto foi ruidoso o suficiente para acreditar que os protestos “ainda podem impedir a aplicação de portagens”.
Para 8 de abril está agendada “a grande ação de protesto”, com a promessa de uma marcha lenta de proporções inéditas nas três auto-estradas, destacou.
Ainda antes, novo buzinão está marcado para sexta-feira, às 17:30, na praça Rainha D. Leonor.
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