Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
“Não tenho nenhum receito de perder estas eleições. São inevitáveis. Não exerceremos um mandato com receio de perder as seguintes”, salientou Pedro Passos Coelho no final de uma assembleia distrital do PSD/Porto, em Ermesinde.
Já à entrada havia dito aos jornalistas que Portugal tem de “avançar”, “dar um passo em frente” e que, perante a atual conjuntura, “o pior que poderia acontecer [ao país] era prolongar uma situação de descredibilização e desconfiança”.
Ainda assim, defendeu que deve ser dada uma “oportunidade” ao governo socialista para “retirar as consequências políticas da forma como apresentou” as novas medidas de austeridade, “mas também da forma como tem gerido toda esta situação económica e financeira do país”.
Disse mesmo que “um governo não pode comprometer um país no exterior sem ter condições para o fazer”, mais uma vez lembrando que nem o Presidente da República, nem parceiros sociais foram alertados sobre o novo PEC, denotando que “não houve da parte do governo um jogo leal”.
Para Passos Coelho, a atuação do executivo de Sócrates transformou “esta crise política numa crise ética e moral sem precedentes em Portugal”, salientando que depois de negociar vários PEC, o PSD não vai “andar com este governo ao colo”, até porque “não se negoceia com quem não assume compromissos”.
“Chegados aqui julgo que o país só pode andar em frente, clarificando esta situação e esperando que um próximo governo tenha melhores condições para se comprometer com os resultados que precisamos de alcançar. Eles vão exigir sacrifícios, não temos dúvidas, mas esses sacrifícios não podem ser feitos para salvar a imagem do governo. Tem de ser feitos para salvar o país”, referiu.
Antecipando um cenário de eleições, porque “é inevitável devolver a palavra aos portugueses”, Pedro Passos Coelho admitiu estar disponível para “incluir outros partidos e até personalidades sem proveniência partidária” depois das eleições, defendendo uma “visão abrangente” para o próximo governo que “tem de ter legitimidade mais alargada que aquela que lhe pode ser emprestada por um único partido”.
O líder social-democrata garantiu ainda que o PSD irá fazer uma “uma campanha pela positiva” e de “confrontação política”, criticando a campanha “suja” e “pessoal” das presidenciais.
“Aqui ninguém está ansioso para entrar num cargo de Estado nem acha que as eleições estão ganhas. Não olhamos para o futuro do país com triunfalismo mas estamos confiantes que merecemos a confiança dos portugueses”, destacou o presidente eleito do PSD.
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