Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O Presidente da República condecorou-o em dezembro passado com a comenda da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. Na ocasião o antigo locutor da Emissora Nacional afirmou que este era “o dia mais feliz da sua vida”.
No início de março, Artur Agostinho apresentou um novo livro, "Flash-back – Uma história da vida real", editado pela Ésquilo.
Artur Fernandes Agostinho iniciou carreira em 1938 na Rádio Luso, tendo integrado os quadros da Voz de Lisboa, Clube Radiofónico de Portugal, Rádio Peninsular, Rádio Clube Português, Rádio Renascença e da Emissora Nacional, onde se fixou na área desportiva.
Como jornalista, colaborou nos jornais A Bola, O País, Tribuna, Norte Desportivo, Mundo Português e Record, de que foi diretor entre 1963 e 1974, ano em que partiu para o Brasil onde permaneceu durante seis anos.
Neste país colaborou com a Rádio Globo, fundou o jornal Portugal Esportivo e escreveu dois livros, entre eles, “Português sem Portugal” (1977).
Regressado a Portugal, retomou a atividade como apresentador de programas televisivos e também ator, atividade em que se estreara em 1946 sob a direção de Alejandro Perla, no filme “Cais do Sodré” e em que contracenou com Ana María Campoy, Barreto Poeira e Virgílio Teixeira.
Ao longo da vida participou em cerca de uma dezena de longas-metragens, com Laura Alves, Amália Rodrigues, Milú, António Silva, entre outros. “Perfeito Coração" (2009), realizado por Patrícia Sequeira, foi o último filme em que participou ao lado de Sandra Barata Belo e Ricardo Pereira, entre outros.
O locutor, nascido em Lisboa a 25 de dezembro de 1920, teve várias participações como ator em séries televisivas, nomeadamente “Ana e os Sete” e “Casa da Saudade”.
O radialista era já uma figura assídua dos ecrãs desde o começo da televisão em 1957, quer como comentador quer como apresentador de concursos, nomeadamente "Nove Fora Nove".
Artur Agostinho foi também fundador e diretor da agência de publicidade Sonarte e diretor do jornal Sporting.
Ultimamente era colunista do Record, que o escolheu como patrono de um prémio destinado a distinguir o desportista do ano, e que é atribuído desde 2005.
Em dezembro, quando foi condecorado, o radialista afirmou sentir-se um “privilegiado” por fazer o que gostava e pertencer a “uma grande família” constituída por elementos da comunicação social mas também dos “rapazes do futebol" do seu tempo, atores e cantores.
Na cerimónia, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, destacou a “extraordinária carreira” de Artur Agostinho, “uma pessoa da casa de milhões e milhões de portugueses, conhecido por avós, por pais e por netos” e “um comunicador nato”.
“Um verdadeiro profissional, um homem que sabia fazer aquilo que os portugueses queriam de facto que ele fizesse”, acrescentou, salientando ainda o facto de Artur Agostinho não guardar rancores, nem se “armar em vedeta”.
Artur Agostinho publicou cerca de dez livros, entre eles, “Ficheiros Indiscretos” e os romances “Abutres”, “Ninguém Morre Duas Vezes” e “Bela, Riquíssima e, além disso, Viúva”.
No ano passado recebeu o Globo de Ouro SIC/Caras de Mérito e Excelência.
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