Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
“O parlamento português votou contra as últimas medidas de austeridade do Governo, o que levou o primeiro-ministro, José Sócrates, a demitir-se. A crise política colocou o país à beira de pedir um resgate”, diz a Nova China numa cronologia da crise da dívida soberana na zona euro desde a intervenção da União Europeia e do FMI na Grécia, há um ano.
Na notícia sobre a demissão de José Sócrates, difundida cerca das 05:30 (21:30 de quarta-feira em Lisboa), a Nova China refere que “todos os partidos da oposição – de esquerda e de direita – uniram-se para derrotar as medidas (apresentadas pelo governo)” e “só o Partido Socialista votou a favor do Pacto de Estabilidade e Crescimento”.
A noticia da agência chinesa, com dez linhas, diz que o novo PEC proposto pelo governo português “incluía medidas impopulares como a redução das pensões de reforma, corte de 175 milhões de euros nas transferências de governo central para as autarquias e redução na comparticipação dos medicamentos”.
O Primeiro-ministro, José Sócrates, apresentou na quarta-feira a demissão ao Presidente da República por considerar que ficou sem condições para governar, depois de o Parlamento ter aprovado resoluções de rejeição de toda a oposição ao chamado PEC 4 proposto pelo Governo.
O pedido de demissão de José Sócrates foi anunciado pela Presidência da República que, contudo, salienta que o Governo se mantém “na plenitude de funções até à aceitação daquele pedido”. Cavaco Silva irá promover sexta-feira audiências com os partidos com assento parlamentar.
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