Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Centenas de alunos das universidades e politécnicos de todo o país anunciaram que se dirigirão a Lisboa para escreverem no livro de reclamações da Direção-geral do Ensino Superior (DGES) as suas queixas em relação aos cortes nas bolsas de estudo.
O protesto, que pretendem "nacional", está a ser promovido, entre outras, pelas associações e federações académicas do Porto, Braga, Évora, Aveiro, Leiria, Castelo Branco, Viseu e Trás-os-Montes e Alto Douro.
A Federação Académica do Porto estima que "500 a 600" estudantes vão a Lisboa, enquanto que da Universidade de Évora são esperados cerca de 500.
A Associação Académica da Universidade de Aveiro é outra das associações que estará em Lisboa hoje. "Vamos levar entre 50 a 70 pessoas", disse o seu presidente, Tiago Alves.
Quanto à Federação Académica da Universidade do Minho (AAUM), espera mobilizar cerca de 200 estudantes.
A AAUM tem cerca de 740 estudantes em risco de perder a bolsa no fim deste ano letivo, por estarem no regime transitório. A taxa de indeferimento a pedidos de bolsa passou de 15% para 30%, enquanto que o aumento de pedidos de bolsa foi na ordem dos 2%.
“Entendemos que a conjuntura económica do país não é favorável e que têm de ser feitos ajustes. Mas não podemos concordar que esses ajustes sejam feitos desta forma no ensino, na educação, que deve ser assumida como uma aposta para ultrapassar a crise. Estes cortes na ação aocial vão, acima de tudo, cortar a possibilidade de muitos estudantes continuarem os seus estudos”, disse Luís Rodrigues, presidente da AAUM.
Também a Federação Académica de Leiria decidiu, com meia centena de alunos, juntar-se ao protesto. A Federação Académica do Instituto Politécnico de Castelo Branco (FACAB) vai participar com cerca de dez bolseiros.
A Associação Académica do Politécnico de Viseu decidiu deslocar-se à DGES e “facilitar o transporte a todos os que também queiram ir”.
Também a Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro vai disponibilizar um autocarro para os alunos que se queiram juntar ao protesto em Lisboa.
Além deste "protesto nacional", a Associação Académica de Coimbra vai promover um boicote geral às aulas, também por causa da política de ação social escolar.
Já os estudantes da Universidade do Algarve organizaram uma ação de protesto em Faro e vão entregar um “mural de lamentações” dos alunos e um cheque fictício com o valor retirado das bolsas à governadora civil de Faro.
As Associações Académicas e de Estudantes da Universidade de Lisboa, por seu turno, vão realizar várias ações de protesto ao longo de todo o dia na Cidade Universitária, também contra o processo de atribuição de bolsas de estudo, exigindo a sua revisão.
Quanto aos estudantes do básico e secundário, dezenas de associações de estudantes convocaram manifestações para hoje contra a política de Educação.
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