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País 25 de março de 2011

Impostos: Aumento de IVA "irá pisar” interior fronteiriço – Miguel Cadilhe

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O economista Miguel Cadilhe rejeitou hoje um eventual aumento do Imposto Sobre o Valor Acrescentado (IVA), por considerar que irá “pisar” o interior fronteiriço.

O economista Miguel Cadilhe rejeitou hoje um eventual aumento do Imposto Sobre o Valor Acrescentado (IVA), por considerar que irá “pisar” o interior fronteiriço.

Miguel Cadilhe, que hoje falava na Guarda, uma cidade do interior do país, onde participou na apresentação do “Livro Branco para o desenvolvimento do distrito”, lançado por iniciativa do PSD local, rejeitou qualquer aumento de IVA.

“O [aumento do] IVA não, porque vamos pisar o interior do país, o interior fronteiriço (...), muito extenso”, declarou o antigo ministro das Finanças à Agência Lusa, no final da sessão, lembrando que “sempre” defendeu “que é péssimo” aumentar mais os impostos.

Disse que a atual situação financeira do país é “de tal modo grave” que há “uma restrição imposta pelos credores externos”.

Para ultrapassar a situação, reconheceu que será preciso “olhar para a despesa pública, cortar muita despesa pública, cortar muitos, muitos projetos públicos que são desproporcionados”.

“Se isso não chegar, contra a minha vontade, que se olhe para mais alguns impostos”, admitiu Miguel Cadilhe que, momentos antes, durante a intervenção pública, tinha dito que “o IVA está de tal modo alto, comparado com o país vizinho, que é como se fosse um esmagamento de todo o interior junto à fronteira”.

Na iniciativa do PSD/Guarda também participou o fundador do partido, Francisco Pinto Balsemão, que tem ligações familiares ao distrito.

O presidente da Impresa, grupo que detém a SIC, o jornal Expresso e a revista Visão, reconheceu que a autonomia autárquica nacional funcionou no desenvolvimento das regiões do interior.

Disse que existem locais no interior, onde a qualidade de vida “é incomparavelmente superior à dos dormitórios da região de Lisboa”.

No entanto, admitiu que “continua o fosso” entre litoral e interior, dando-lhe a sensação que há no país “duas velocidades”.

O cientista Carvalho Rodrigues, natural de Casal de Cinza, aldeia do concelho da Guarda, também presente na sessão, aludiu à atual situação nacional, defendendo que os portugueses devem transformar-se “em guerrilheiros contra a crise”.

Disse que é necessário “saber a verdade sobre ela” e “ter pensamento sobre ela”.

Sobre o “Livro Branco para o desenvolvimento do distrito” da Guarda, o líder distrital do PSD, Álvaro Amaro, afirmou tratar-se de um contributo sobre “os desafios e as oportunidades de desenvolvimento” que se colocam à região.

A publicação aponta estratégias a seguir em setores como economia, turismo, ambiente, educação, cultura, desporto, lazer e tempos livres.

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