Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A introdução de portagens nas auto-estradas A24 (Chaves-Viseu), A25 (Aveiro-Vilar Formoso) e A23 (Guarda-Torres Novas) está prevista para 15 de abril, mas carece ainda da publicação de uma portaria que a regulamente, nomeadamente quanto a preços e isenções.
À Agência Lusa, Luís Veiga afirmou que as três forças políticas foram unânimes em considerar que “o assunto deve ser reavaliado e decidido pelo futuro governo” depois de confrontadas com um estudo que prevê despedimentos e encerramentos de empresas no interior centro, devido à cobrança de portagens.
O empresário da Covilhã destacou a abertura “dos deputados do PSD, entre os quais Jorge Costa e o líder da bancada, Miguel Macedo, para reverem a posição do partido sobre o tema”.
A delegação beirã apresentou os resultados de um inquérito a 542 empresários dos distritos de Viseu, Guarda e Castelo Branco que no cenário mais dramático chega a prever a perda a médio prazo de 17.100 empregos e o fecho de 6800 empresas.
No encontro “depois da exposição, os deputados do PSD concluíram que se justifica uma reavaliação da cobrança de portagens e que essa decisão deve ser tomada pelo próximo governo”.
Luís Veiga não leu a posição dos partidos como uma medida para ganhar votos, considerando antes que havia “um completo desconhecimento da situação do interior, sem estradas alternativas e com zonas onde a riqueza por habitante é de metade da média nacional”.
Segundo o empresário, a situação “indicia que há falta de intervenção dos poderes económicos da região junta dos decisores”.
O CDS-PP enunciou “a falta de alternativas” para justificar a revisão da medida e desafiou o movimento de empresários “a exigir mais, com um plano de medidas fiscais e económicas globais a apresentar ao futuro governo”, sublinhou Luís Veiga.
O encontro com o Bloco de Esquerda “foi completamente consensual, dado que o partido é totalmente contra as portagens, sobretudo porque são suportadas num estudo de 2006, que nada tem a ver com situação actual”, concluiu.
O movimento Empresários pela Subsistência do Interior vai ainda ser recebido pelos grupos parlamentares do PS e PCP no início da próxima semana.
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