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País 6 de março de 2014

Rangel acusa PS de se calar sobre a "herança de Sócrates"

Por: Diario Digital Castelo Branco

Cabeça de lista da coligação às eleições europeias diz que Francisco Assis é corresponsável pelas políticas de Sócrates, anuncia o Expresso Online.

Paulo Rangel acusou hoje o líder socialista António José Seguro de "fazer um silêncio sepulcral" sobre a herança dos governos Sócrates, cuja gestão considerou como tendo contribuído de forma essencial para a situação de "quase bancarrota" em que Portugal se encontrou em 2011.

O eurodeputado e cabeça de lista da coligação às eleições europeias respondia assim às acusações que lhe fez Francisco Assis de que estava a tentar "reescrever a história", ignorando o papel da crise internacional, anuncia o Expresso Online.

"Não teríamos tido intervenção da troika se em 2008 tivéssemos acautelado a nossa situação e entrado em despesas de forma irresponsável", disse Rangel, que acusou Assis de ser "co-responsável" por essas políticas por ser, ao tempo, líder parlamentar do PS.

Sobre o Congresso do Partido Popular Europeu, que reúne entre hoje e amanhã em Dublin para escolher o seu candidato a presidente da Comissao Europeia, apoiou sem reservas o ex-primeiro ministro do Luxemburgo Jean-Claude Juncker, que considerou um amigo do portugueses, com cuja enorme comunidade teve de lidar durante os 18 anos em que foi primeiro-ministro.

"Nos períodos mais difíceis, em que havia outra tendência para uma leitura mais fechada dos programas de ajustamento, a pessoa que abriu e rompeu com  isso foi Juncker, que se manteve sempre um aliado dos países sob ajustamento", afirmou ainda.

Segundo o cabeça de lista, Juncker é um candidato mais forte que o seu opositor socialista, o alemão Martin Schultz, que, de acordo com o que disse, "sendo o responsável pela política europeia do SPD, deixou-a cair no acordo de grande coligação com Angela Merkel".

Rangel é o primeiro responsável da coligação a manifestar o seu apoio explícito a Juncker. O primeiro-ministro não o fez, embora o líder do CDS, Paulo Portas, já tenha também afirmado o seu apoio ao ex-primeiro-ministro luxemburguês.

O candidato do PPE só será eleito amanhã, mas tudo indica que será Juncker o vencedor. O candidato da Letónia, Valdis Dombrovskis, desistiu já hoje, mas o francês Michel Barnier, comissário pelo Mercado Interno e Serviços, mantém-se na corrida.

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