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Região 4 de abril de 2011

Covilhã: Hospital "Faz de Conta" quer eliminar medo das batas brancas - crianças

Por: Diario Digital Castelo Branco

Tobias é um boneco de brincar, mas hoje ganha vida no bloco operatório do Hospital Faz de Conta, onde Diana Lopes, de cinco anos, espera que uma intervenção cirúrgica decorra com sucesso. Tobias é um boneco de brincar, mas hoje ganha vida no bloco operatório do Hospital Faz de Conta, onde Diana Lopes, de cinco anos, espera que uma intervenção cirúrgica decorra com sucesso.

A pequena e outros 48 colegas do jardim de infância e escola básica do Refúgio, na Covilhã, abriram as atividades dos alunos da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, que vão tirar o medo dos hospitais a 530 crianças com idades entre os 5 e os 7 anos.

Até final da semana, cada uma leva o seu personagem preferido e imagina um problema de saúde que tenha de ser resolvido: há dinossauros mordidos, ursinhos com dor de barriga e até peluches com pernas partidas.

No consultório, Leonardo explica à médica que o Dino “foi mordido por outro dinossauro”.

Na primeira sala do Hospital Faz de Conta são medidos os sinais vitais do paciente e é prescrito um curativo, assim como uma radiografia.

A criança segue então para o fundo do corredor, onde ajuda outra médica a desinfetar a ferida e a colocar ligaduras, para além de levar o Dino até à máquina de raio-x.

Algumas crianças desconfiam: “isto é só um caixote”, comentam, mas logo ficam boquiabertos quando veem as imagens de ossos num computador: “Vamos cá ver então se o Dino partiu alguma coisa”, comenta outra das alunas de Medicina.

Ao mesmo tempo, Mafalda Araújo, uma das organizadoras da iniciativa, termina o acompanhamento de outro grupo, no bloco operatório, onde afinal nada mete medo e Tobias está são e salvo.

Estudos científicos mostram que “há receio das crianças em relação à bata branca e a ambientes hospitalares que significam uma invasão do corpo”, medos que a atividade pretende eliminar, sublinha.

Para esta estudante de Medicina, “o que causa mais impacto nas crianças é o facto de poderem assumir o papel do outro lado”, deixarem de ser pacientes, “e estarem ali para ajudar os bonecos, junto com os médicos”.

Depois da visita ao Hospital Faz de Conta, o tema continua a ser tratado no jardim de infância.

No espaço educativo “há vários cantinhos” e Isabel Xavier, educadora, já criou “um cantinho do hospital, onde a experiência é recordada”.

O Hospital do Faz de Conta realiza-se este ano pela quarta vez na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior e envolve estudantes dos cursos de Medicina, Ciências Farmacêuticas, Optometria, Psicologia e Ciências Biomédicas.

A iniciativa inclui uma sessão interativa sobre alimentação saudável e uma aula de prevenção rodoviária a cargo da PSP.

Na tarde de sexta-feira vão ser recebidos alunos da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão com Deficiência Mental (APPACDM) da Covilhã.

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