Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O primeiro-ministro abre na sexta-feira o debate quinzenal com o Governo na Assembleia da República, tendo o executivo indicado como tema da intervenção inicial do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, "questões políticas, económicas e sociais".
O primeiro-ministro abre na sexta-feira o debate quinzenal com o Governo na Assembleia da República, tendo o executivo indicado como tema da intervenção inicial do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, "questões políticas, económicas e sociais".
O debate que deverá ficar marcado pelos alegados cortes que têm sido avançados na imprensa e que têm levado o PS a insistir na existência de uma "agenda escondida".
O primeiro-ministro afirmou na quarta-feira que o Governo não tem intenção de "aprofundar os cortes feitos no passado" em salários e pensões e que o Documento de Estratégia Orçamental (DEO) será mais "concentrado" em medidas "do lado da despesa".
Pedro Passos Coelho quis ainda esclarecer o que disse ser "algum ruído" na comunicação social sobre o Documento de Estratégia Orçamental (DEO), que deve ser entregue nas instituições europeias até ao fim deste mês, como acontece com os restantes Estados-membros, e as medidas orçamentais que o Governo deve apresentar ao Fundo Monetário Internacional (FMI) até 15 de abril.
"O Governo deverá até dia 15, aproximadamente, antes portanto do ´board' [reunião de direção] do FMI ter lugar em abril, anunciar as medidas com que tenciona atingir a meta orçamental de 2,5% para 2015, essa é uma ´prior action' para o FMI e sem isso a nossa 11.ª avaliação não fica encerrada", afirmou, referindo que "essas medidas não têm de ter um desenho final" e "deverão ser finalizadas depois atendendo à apresentação do Orçamento do Estado para 2015".
No último debate de escrutínio da ação do Governo no parlamento, a 19 de março, o chefe de Governo anunciou que iria solicitar a todos os grupos parlamentares para os ouvir sobre os termos da conclusão do programa de ajustamento e sobre a estratégia pós-`troika´.
Contudo, o secretário-geral do PS, António José Seguro, acusou no debate o primeiro-ministro de apenas falar em consenso quando precisa de aplicar novos cortes, reiterando a oposição dos socialistas à política do Governo.
O debate ficou também marcado pela questão dos descontos para a ADSE, com o primeiro-ministro a ser questionado pelo secretário-geral do PS e a dizer que o diploma que aumenta aqueles descontos mantém "toda a pertinência", recusando as acusações de Seguro de estar a "perseguir" os trabalhadores.
Ainda no rescaldo da visita de Passos a Berlim, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou o primeiro-ministro de se ter comportado como "afilhado pobre" que visitou a "madrasta rica" Angela Merkel.
Já a coordenadora do Bloco de Esquerda Catarina Martins acusou o primeiro-ministro de tratar os funcionários públicos como um "porquinho mealheiro".
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