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País 10 de abril de 2014

5 de maio "não é dia cabalístico", mas prazo para o futuro de Portugal

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

No início de abril, o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, já tinha dito que a saída da troika de Portugal ia ser discutida a 5 de maio. Esta quinta-feira, o ministro da Presidência explicou os timings da decisão.

O Governo vai tomar posição sobre a forma de saída do atual programa de resgate até dia 5 de maio, para apresentá-la na reunião do Eurogrupo marcada para essa altura, anunciou esta quinta-feira o ministro da Presidência.

"Até ao dia 5 de maio, o Governo tomará uma posição relativamente à forma de saída do programa. Isso tem uma razão de ser. O dia 5 não é nenhum dia cabalístico: é porque há nessa altura uma reunião do Eurogrupo, é o último Eurogrupo antes do final do programa", afirmou Luís Marques Guedes, na conferência de imprensa sobre as conclusões do Conselho de Ministros.

O ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares referiu que "foi no último Eurogrupo antes do encerramento do programa, salvo erro, que foi colocado por parte do Governo irlandês qual é que era a opção que o Governo irlandês tomava", acrescentando:"Assim acontecerá também com Portugal".

Segundo Luís Marques Guedes, que participou nas reuniões do primeiro-ministro com os partidos políticos realizadas na terça-feira, foi esta a informação transmitida nesses encontros. Sublinhando que está marcada uma reunião do Eurogrupo para "5 ou no dia 6 de maio", o ministro disse que "o dia 5 foi citado exatamente por essa circunstância".

"Até lá, o Governo tomará uma posição sobre essa matéria e dará conhecimento ao país sobre aquela que é a posição do Governo relativamente à saída do programa", acrescentou.

Governo português não falou com o Governo finlandês

Por outro lado, Luís Marques Guedes afirmou que "não houve ainda nenhum contacto da parte do Governo português com o Governo finlandês relativamente à saída do programa, nem num sentido nem noutro".

O ministro da Presidência fez esta afirmação depois de questionado sobre a notícia de que o comissário europeu Olli Rehn considerou que "a exigência de colaterais pela Finlândia teve um impacto negativo na decisão da
Irlanda e está a ter impacto na decisão de Portugal", condicionando o eventual recurso a um programa cautelar.

Marques Guedes assinalou que o finlandês "Olli Rehn é candidato ao Parlamento Europeu" e enquadrou essas suas palavras no contexto do debate político dentro da Finlândia, apontando-as como uma crítica à conduta
finlandesa relativamente ao caso da Irlanda.

Quanto ao caso de Portugal, o executivo PSD/CDS-PP "desconhece a posição da Finlândia", porque "ainda não falou com o Governo finlandês nem com outros governos relativamente à forma que entende ser a mais adequada relativamente à saída do programa", reforçou o ministro, prometendo: "Quando isso acontecer, os portugueses serão informados".

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