Por: Diario Digital Castelo Branco
A PJ vai desconstruir todas as reconstituições televisivas e notícias avançadas por diversos jornais dando conta de que tudo teria acontecido durante um ritual de praxes académicas.
Segundo o i, a convicção dos investigadores da PJ, vertida no relatório que estará concluído dentro de duas ou três semanas, aponta que na noite de 15 de Dezembro os jovens tenham sido arrastados acidentalmente por uma onda.
A tese inicial de acidente acabou por ser posta em causa com a divulgação de várias notícias que justificaram a presença dos estudantes no areal do Meco com a realização de uma praxe violenta.
A investigação da PJ poderia já ter terminado, mas a forte pressão mediática e os vários cenários que foram sendo traçados ao longo dos últimos meses fizeram com que as autoridades criassem um relatório mais complexo e detalhado, antevendo críticas futuras.
Algumas imagens de canais de televisão conseguidas com recurso a figurantes mostram os jovens de pernas amarradas e vendas nos olhos. Esta teoria não terá qualquer fundamento, segundo afirmou ao jornal uma fonte próxima da investigação. Apesar de a polícia não excluir a hipótese de aquele tipo de praxes ter acontecido em ocasiões anteriores, considera que naquela noite não foi imposto aos jovens universitários qualquer «ritual».
Ao fim de quatro meses, a PJ prepara-se assim para finalizar o relatório sem que recaia sobre João Gouveia, o único sobrevivente, qualquer indício de crime. «Caso houvesse suspeitas ou alguma prova apontasse nesse sentido teria sido constituído arguido», disse ao i fonte da PJ.
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