Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Para a investigadora, Portugal não pode perder a corrida da competitividade e isso implica não descurar o investimento na ciência.
“Todos os países europeus, os Estados Unidos, a China, a Índia, todos são unânimes e consensuais em considerar que o desenvolvimento económico e social dos países está intimamente associado a uma aposta na ciência e na tecnologia. E Portugal não pode ficar de fora, sob o risco de perder completamente toda a competitividade a médio e, mesmo, a curto prazo”, defendeu em declarações à agência Lusa.
A investigadora entende a necessidade dos cortes aplicados no setor, em virtude da atual conjuntura do país, salientando, no entanto, que tais medidas irão “pôr em causa a sustentabilidade do tecido, ainda fraco, da investigação científica” e intensificar o fenómeno da ‘fuga de cérebros’ de Portugal.
Sobre o valor pecuniário do Prémio Pessoa, 60 mil euros, Maria do Carmo Fonseca mantém o plano inicial: usar o montante para adquirir microscópios mais potentes para prosseguir a sua investigação na área da genética.
Investigadora, diretora do IMM desde 2001 e professora catedrática na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Maria do Carmo Fonseca foi distinguida em dezembro passado com o Prémio Pessoa 2010.
A cerimónia de entrega realiza-se hoje na Culturest, em Lisboa, com a presença do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
O Prémio Pessoa é promovido pelo jornal Expresso com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e destina-se a reconhecer pessoas de nacionalidade portuguesa que protagonizaram uma intervenção relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país.
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