Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O ciclista espanhol Luis Léon Sánchez (Caja Rural) veio à 76.ª Volta a Portugal preparar a Vuelta, mas, hoje, o segundo classificado da geral assume que, enquanto as pernas forem respondendo, vai estar na discussão.
O ciclista espanhol Luis Léon Sánchez (Caja Rural) veio à 76.ª Volta a Portugal preparar a Vuelta, mas, hoje, o segundo classificado da geral assume que, enquanto as pernas forem respondendo, vai estar na discussão.
"Vinha para preparar a Vuelta. Vinha da Serra Nevada, de estar 15, 16 dias em altura. Trabalhei duro. Participo sempre com vontade de trabalhar duro numa competição. No prólogo já vi que não estava mal. Vão passando os dias e as pernas vão respondendo. E cheguei ao dia de descanso no segundo lugar. De momento, estou contente", reconheceu à Agência Lusa.
Embora seja muito temido pelos adversários "portugueses", Luis Léon Sánchez garante que o principal favorito "é o líder", Gustavo Veloso, porque tem "uma equipa [a OFM-Quinta da Lixa] que controla muito bem a corrida, que já correu noutros anos e sabe o que vai encontrar", enquanto ele está a fazer a sua estreia na prova e não conhece "nada" da Volta.
"Mas tentaremos fazer a nossa corrida, ver até onde podemos chegar e ver como aguentamos. Vendo o que ainda falta da prova, acho que qualquer um pode ganhar, porque amanhã é uma etapa muito difícil de controlar. Constatámos que os portugueses sobem muito bem, vão muito rápido, e depois, no contrarrelógio, o Veloso vai bem. Não conheço bem os [ciclistas] portugueses, mas estou convencido que também irão rápido no crono. Mas tem de se esperar para ver o que traz o dia de amanhã", analisou.
A passar o dia de descanso em Viseu, "Luisle" não se atreveu a ir fazer um reconhecimento da sétima etapa que, na quinta-feira, vai ligar Belmonte ao alto da Torre.
"Não conheço nada [da Torre], mas toda a gente fala com muito respeito sobre essa subida. Vou tentar lutar para não perder mais tempo. Sabemos que vai ser difícil, porque os portugueses e as equipas portuguesas têm a etapa de amanhã marcada", assumiu.
Para o líder da Caja Rural, numa subida tão longa (30 quilómetros) podem acontecer "muitas coisas", por isso prefere ir "passo a passo".
"Hoje é para descansar, para preparar o dia de amanhã e esperar que as pernas respondam tão bem como nestes dias", completou.
Quatro vezes campeão nacional de contrarrelógio, Sánchez prefere não abraçar o favoritismo que todos lhe dão para a nona etapa.
"Pode-se fazer [conseguir grandes diferenças], mas tenho de pensar que os outros também vão tentar ir muito depressa. É preciso chegar ao dia do crono, ainda faltam dois dias.Não sei quanto tempo seria necessário [para conseguir ganhar a Volta no "crono"]. Se não perdesse mais tempo seria bom. Sabemos que no dia de amanhã todo o mundo vai atacar, vai tentar chegar na frente, procurar a vitória da etapa", disse à Lusa.
Agradecido à Caja Rural pela oportunidade que lhe deu quando foi despedido da Belkin pelo alegado envolvimento na Operación Puerto, o murciano confessou estar a sentir-se "outra vez corredor" e ter voltado "a disfrutar da bicicleta".
"Para mim estar aqui na Volta a Portugal pela primeira vez é algo bonito, porque me falaram muito bem desta volta. As pessoas vivem-na muito. Há muito público, muitos adeptos. Para o que está acontecer no ciclismo, com tanta crise, com tantas provas a desaparecer, é algo bonito. A verdade é que se está muito bem aqui", elogiou.
Surpreendido com a "Grandíssima", Sánchez apontou "a velocidade a que se corre, a forma como se disputa esta prova, a maneira como as pessoas a vivem fora e dentro da bicicleta" e a organização como as principais qualidades da competição rainha do calendário nacional.
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