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Região 13 de maio de 2011

Covilhã: duas ovelhas são as novas residentes do Museu de Lanifícios

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Encontrar animais a passear num museu é invulgar, mas para a direção do Museu de Lanifícios da Covilhã não houve nada mais natural que acolher duas ovelhas como novas residentes.

Encontrar animais a passear num museu é invulgar, mas para a direção do Museu de Lanifícios da Covilhã não houve nada mais natural que acolher duas ovelhas como novas residentes.

Os animais de raça Mondegueira, da Serra da Estrela, chegaram na última semana e vão ser batizados este sábado. Um júri vai escolher os nomes “propostos através de um concurso lançado na Internet”, explicou à Agência Lusa, Elisa Pinheiro, diretora do museu que funciona na Universidade da Beira Interior (UBI).

Os visitantes vão poder chamá-las pelos nomes e “conhecer de perto a origem da matéria-prima”, que a instituição quer promover, destaca aquela responsável.

O museu já acolhe gigantescas máquinas que retratam séculos de história do setor, assim como amostras de tecidos e trabalhos dos cursos têxteis da UBI.

O património exposto permite seguir todo o ciclo da lã, que agora passa a ter como ponto de partida o pasto dos jardins que rodeiam o edifício onde em 1784 foi fundada a Real Fábrica Veiga.

Para 1 de junho, Dia da Criança, está marcada a tosquia dos dois animais, à qual vão assistir mais de 100 alunos de escolas do primeiro ciclo.

Os mais pequenos vão ainda poder trabalhar a lã acabada de cortar e assistir ao processo de transformação, até à produção de tecidos.

A globalização tirou valor à lã da Serra da Estrela, mas Elisa Pinheiro acredita que há na atividade uma oportunidade de negócio para os jovens que tentem encaminha-la para os circuitos comerciais acertados.

“Ainda na última semana recebemos uma empresa de Barcelona que nos pediu lã lavada original de Portugal”, destacou.

A equipa do museu não esconde o espanto pela velocidade a que os dois animais estão a devorar o pasto nos jardins em redor.

Além do mais, “não comem tudo: são um bocado fidalgas, só escolhem alguma vegetação”, explica João Lázaro, técnico têxtil e funcionário do museu, que as acompanha diariamente.

Os cuidados fitossanitários são assegurados pela empresa Lameagro, que entregou os animais ao museu. Os animais já têm uma manjedoura e um abrigo construído no local, só lhes faltam os nomes e a fama.

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