Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O Sindicato Têxtil da Beira Baixa (STBB) convocou uma greve no setor para dia 27 em protesto contra o atraso nas negociações do contrato coletivo de trabalho para este ano, anunciou hoje o presidente do STBB, Luís Garra.
O Sindicato Têxtil da Beira Baixa (STBB) convocou uma greve no setor para dia 27 em protesto contra o atraso nas negociações do contrato coletivo de trabalho para este ano, anunciou hoje o presidente do STBB, Luís Garra.
O STBB é um dos sindicatos da CGTP representados nas negociações pela FESETE - Federação dos Sindicatos Têxteis, dos Calçado e Peles.
Segundo Luís Garra, as reuniões de negociação têm sido sucessivamente adiadas pelas entidades patronais, a Associação Nacional dos Industriais de Lanifícios (ANIL) e a Associação Nacional das Indústrias de Têxteis - Lar (ANIT-LAR).
O último encontro esteve marcado para dia 10 de maio e foi adiado pelos patrões para o próximo dia 25, queixa-se aquele responsável.
O dirigente acusa os patrões de “boicote às negociações” e contesta a única proposta que colocaram em cima da mesa “desde março”: de aumento de “um euro para as categorias profissionais de A a F” e de “salário mínimo para as restantes letras que concentram mais de 80 por cento dos trabalhadores”.
O sindicalista considera os valores “inaceitáveis”, numa altura “em que a inflação já está na ordem dos quatro por cento”.
Ribeiro Fontes, secretário-geral, da ANIT-LAR, reconheceu à Agência Lusa que as negociações podem não estar a decorrer com a “celeridade desejada” de parte a parte, mas “decorrem normalmente”.
O representante patronal não comenta as propostas que estão em discussão, remetendo comentários para o final da negociação.
O secretário-geral da ANIT-LAR diz não entender o fundamento de uma paralisação com negociações em curso e lamenta que o STBB “já há um mês e meio dissesse que ia fazer greve e que é quem manda no setor, na região”.
Segundo o dirigente, “se esse sindicato entende convocar greve, é um direito que tem. Não tenho informações que a FESETE ou outros estejam a replicar a decisão”, concluiu.
De acordo com Luís Garra, o peso do Sindicato Têxtil da Beira Baixa é decisivo nas negociações, nomeadamente no setor dos lanifícios, em que concentra “mais de 2000 trabalhadores”.
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