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Economia 21 de maio de 2011

FMI aprova financiamento a Portugal

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O Conselho de Administração do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou hoje em Washington a participação da instituição financeira no resgate internacional a Portugal, com um empréstimo de 26 mil milhões de euros.

O Conselho de Administração do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou hoje em Washington a participação da instituição financeira no resgate internacional a Portugal, com um empréstimo de 26 mil milhões de euros.

Do crédito total, 6,1 mil milhões de euros serão disponibilizados “imediatamente”, e 12,6 mil milhões de euros até final de 2011, adianta comunicado divulgado pelo FMI após a reunião de hoje.

“O FMI, juntamente com os nossos parceiros europeus, está empenhado em apoiar este esforço nacional. A ação de hoje pelo FMI para apoiar Portugal contribui para o amplo esforço internacional em curso para ajudar a trazer estabilidade à zona euro e assegurar a retoma da economia global”, afirmou o diretor interino do FMI, John Lipsky.

Na semana passada, os ministros das Finanças da União Europeia aprovaram a ativação do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira na ajuda a Portugal, contribuindo com dois terços dos 78 mil milhões de euros que o país vai receber.

O crédito do FMI, aprovado ao abrigo dos mecanismos de financiamento de emergência da instituição financeira, será disponibilizado ao longo de três anos.

Destina-se a apoiar um programa de ajustamento e crescimento económico, a conduzir pelo governo de Lisboa, que assim evita o recurso aos mercados financeiros, sublinha o comunicado do FMI.

“As autoridades portuguesas avançaram com um programa que é economicamente equilibrado e tem no seu cerne o crescimento e a criação de emprego”, adianta Lipsky.

“Lida com o problema fundamental de Portugal – baixo crescimento – com uma combinação de políticas baseadas na recuperação da competitividade através de reformas estruturais, garantindo um caminho de consolidação fiscal equilibrado e estabilização do setor financeiro”, diz o diretor interino do FMI.

O programa é “ambicioso”, caracteriza, e “vai envolver sacrifícios”, mas pode levar “a uma economia mais forte e dinâmica, capaz de criar crescimento, empregos e oportunidades”.

Lipsky sublinha ainda o apoio dado pelos principais partidos políticos, que mostra uma “determinação interpartidária de resolver os problemas duradouros de Portugal”.

Refere que o apoio financeiro permite minimizar os “custos sociais do ajustamento”, e que o programa inclui proteções sociais.

Estas incluem, adianta, a isenção de reduções nos níveis mais baixos de salários e pensões públicas e a proteção “dos mais vulneráveis”.

A detenção sábado em Nova Iorque do ex-diretor do FMI, Dominique Strauss-Khan, levou as autoridades portuguesas a tentar assegurar junto da instituição financeira que o caso não teria implicações no pacote de ajuda a Portugal.

A garantia de que o pacote será aprovado nos mesmos termos que foram negociados com Lisboa foi dada por John Lipsky no domingo, segundo disse à Lusa fonte ligada ao processo.

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