Por: Jaime Pires
Inspectores da Polícia Judiciária de Coimbra começaram ontem a ouvir várias pessoas notificadas para comparecerem no posto da GNR de Penamacor. O actual vice-presidente da Câmara, membros da Assembleia Municipal e empreiteiros foram notificados para comparecerem na GNR e serem ouvidos num processo referente a 2008.
Tudo indica que a Judiciária está no incauto despoletado numa carta anónima, sem se conhecer para já o seu teor.
Inspectores da Polícia Judiciária de Coimbra começaram ontem a ouvir várias pessoas notificadas para comparecerem no posto da GNR de Penamacor. O actual vice-presidente da Câmara, membros da Assembleia Municipal e empreiteiros foram notificados para comparecerem na GNR para serem ouvidos num processo referente a 2008. Tudo indica que a Judiciária está no incauto despoletado numa carta anónima, sem se conhecer para já o seu teor.
Recorde-se que as eleições autárquicas ocorreram em 2009, poucos meses depois da data do processo que agora está a ser investigado.
Já não é a primeira vez que inspectores da Polícia Judiciária vêem a Penamacor, tendo inclusive em Maio de 2009 apreendido um computador, na mesma altura em que foram ouvidos funcionários da Câmara Municipal, na sequência de denúncias contra a própria autarquia. Dois anos passados não se chegou a conhecer pormenores sobre as diligências nem sobre a matéria em causa. Na altura, o presidente da Câmara, referiu tratar-se de assuntos anteriores a Janeiro de 2002. Nessa altura, Domingos Torrão era vice-presidente da autarquia. Em Maio de 2009 nenhum membro do actual executivo chegou a ser ouvido e das diligências efectuadas pela PJ foi apreendido um computador e vedado o acesso aos gabinetes do presidente Domingos Torrão, do vice-presidente, António Cabanas e dos seus principais colaboradores, no primeiro piso do edifício da Câmara Municipal.
Desta vez a Judiciária volta apanhar de surpresa muitos dos que foram notificados pela própria GNR local a comparecer no Posto, numa altura em que a convivência político-partidária tem sido marcada por profundas divergências. Há anos que a Oposição lança suspeitas sobre a falta de transparência em processos e adjudicações de obras e até mesmo sobre eventuais favorecimentos. Ao longo dos últimos anos a Oposição tem feito chegar estas denúncias à Inspecção Geral da Administração Local.
Já foram ouvidos o vice-presidente do Município, António Cabanas, o chefe de gabinete, José Aníbal, três empreiteiros de Penamacor e cinco membros da Assembleia Municipal, nomeadamente, Porfírio Saraiva, Sandra Vicente, António Bento, Luís Canez e António Manuel Pinto. O deputado municipal Luís Canez foi ouvido na Covilhã e em Castelo Branco a PJ ouviu também outra das pessoas notificadas que na altura do processo em causa exercia um cargo político em Penamacor. Nenhuma das pessoas ouvidas pode falar sobre o conteúdo deste processo.
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