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País 27 de maio de 2011

Eleições: Segurança domina dia de Paulo Portas nos distritos de Setúbal, Santarém e Leiria

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, está hoje nos distritos de Setúbal, Santarém e Leiria, num dia dominado pelas preocupações com segurança, com visitas a esquadras da PSP e da GNR e uma reunião com sindicatos da polícia.

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, está hoje nos distritos de Setúbal, Santarém e Leiria, num dia dominado pelas preocupações com segurança, com visitas a esquadras da PSP e da GNR e uma reunião com sindicatos da polícia.

A segurança surge na campanha do CDS depois de, na quinta-feira à noite, Portas ter criticado uma justiça em que “ninguém responde no sistema por aquilo que acontece e nem por aquilo que não acontece”.

A esquadra da PSP de Almada, no distrito de Setúbal, é a primeira paragem do presidente democrata-cristão, que tem uma reunião com sindicatos da PSP na Costa de Caparica, e visita uma esquadra da GNR em Santarém.

No distrito ribatejano, a agricultura é incontornável e Portas visitará a Quinta da Comenda, em Alcanhões, terminando o dia com um jantar num centro social e pastoral em Marrazes, Leiria.

Na quinta-feira, e na sequência das perguntas que todas as noites deixa para PS e PSD responderem, debruçou-se sobre a justiça, considerando que “atingiu um ponto sem retorno”.

“No sistema de justiça em Portugal quem é julgado, não o é, no sistema de justiça em Portugal todos sabemos que quem deve ser julgado muitas vezes não é o é, que uma dívida que tem que ser cobrada muitas vezes não o é, que uma sentença que devia chegar a tempo, muitas vezes chega fora de tempo”, condenou.

Referindo que o projeto de revisão constitucional tanto do PS como do PSD continha “zero” nessa matéria, ao passo que as questões dessa área constituíam o essencial do projeto dos democratas-cristãos para a Lei Fundamental, Portas reiterou a proposta de dar mais poderes ao Chefe de Estado.

“Queremos que o Presidente da República tenha mais poderes de nomeação quanto aos conselhos superiores, quer do poder judicial, quer do Ministério Público, que são os órgãos superiores de administração da justiça em Portugal”, defendeu.

A pergunta, prendeu-se com os “13 por cento dos magistrados fora da judicatura”, em “comissão de serviço mas não no sistema judicial”

“Nós precisamos dos magistrados é no sistema judicial. Estão PS e PSD disponíveis para terminar com as nomeações sucessivas e sistemáticas para fora da magistratura, quando é na magistratura que nós precisamos de bons magistrados, para ter boas sentenças, a tempo da sociedade e da economia?”, questionou.

“O que nós queremos é uma justiça onde haja responsáveis”, declarou.

PS e PSD, por outro lado, acusou Paulo Portas, estão conformados com “o estado desgraçado da justiça”.

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