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País 28 de novembro de 2014

Directores do Novo Banco constituídos arguidos na sequência de buscas PJ

Por: Diario Digital Castelo Branco

As buscas policiais realizadas ontem pela unidade de combate à corrupção da Policia Judiciária a instalações do Novo Banco, assim como ao local onde agora funciona o antigo BES, resultaram na apreensão de cerca de cinco milhões de documentos relacionados com indícios de crime no universo Espírito Santo e, ainda, na constituição como arguidos de vários directores do banco presidido por Eduardo Stock da Cunha.

As buscas policiais realizadas ontem pela unidade de combate à corrupção da Policia Judiciária a instalações do Novo Banco, assim como ao local onde agora funciona o antigo BES, resultaram na apreensão de cerca de cinco milhões de documentos relacionados com indícios de crime no universo Espírito Santo e, ainda, na constituição como arguidos de vários directores do banco presidido por Eduardo Stock da Cunha.

Segundo adianta a  edição eletrónica  do jornal Público, a acção policial, desencadeada a 41 locais, 34 deles domiciliários, a pedido do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), com base na queixa-crime apresentada pelo Banco de Portugal após o relatório de auditoria forense contra actos da anterior gestão liderada por Ricardo Salgado, resultou na apreensão de cerca de 5 milhões de documentos parqueados nas instalações informáticas do Novo Banco, no Tagus Park.

É neste local, em Oeiras, que está todo o acervo documental do grupo e que permitirá certificar as suspeitas de crimes cometidos por gestores e altos quadros do BES/GES, «alguns dos quais transitaram para o Novo Banco», envolvendo ainda clientes da instituição, ou dar novas ênfases aos dados já confirmados pela investigação.

Na sequência das buscas foram, entretanto, constituídos arguidos «vários directores em funções no Novo Banco», concretiza o Público.

O mandado de buscas do Tribunal Central de Instrução Criminal, assinado pelo juiz Carlos Alexandre, «dirigia-se, neste caso, especificamente quer ao antigo-BES (que funciona agora na Barata Salgueiro), quer ao Novo Banco, onde houve buscas na sede, no 14 andar da Avenida da Liberdade, em Lisboa (além do edifício do Tagus Park). Nestes dois últimos locais, do Novo Banco, a presença dos investigadores prolongou-se por várias horas», explica a mesma fonte.

Para além dos indícios de um eventual esquema de financiamento e ocultação de dívida do GES, no valor de cerca de mil milhões de euros, com recurso aos veículos suíços, fornecedores de serviços (do BES e GES), de nome Eurofin, há ainda a suspeita de recurso a um saco azul, o ES Enterprise, que nos últimos anos terá sido usado para movimentar cerca de 300 milhões de euros para pagamentos não documentados dentro do grupo, mas também a terceiros, acrescenta o jornal.

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