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Desporto 1 de dezembro de 2014

FC Porto goleia Rio Ave

Por: Diario Digital Castelo Branco

O FC Porto conquistou, este domingo, uma volumosa e inesperada goleada, por 5-0, frente ao Rio Ave, em jogo da 11.ª jornada da I Liga, mantendo assim o terceiro lugar e a perseguição ao líder Benfica. 

O FC Porto conquistou, este domingo, uma volumosa e inesperada goleada, por 5-0, frente ao Rio Ave, em jogo da 11.ª jornada da I Liga, mantendo assim o terceiro lugar e a perseguição ao líder Benfica. Depois de um primeiro tempo em que os vila-condenses conseguiram equilibrar os acontecimentos, um bom início de segundo tempo e, especialmente, um final verdadeiramente catastrófico para os visitantes, deu aos dragões uma saborosa vitória que, à partida, parecia complicada, anuncia o Diário Digital.

Num dia em que mais representativa claque dos dragões, os Super Dragões, cumprem 28 anos de existência, a equipa do FC Porto, apresentando como única alteração face ao jogo com o Bate Borisov a chamada do espanhol Tello para o lugar de Quaresma, entrou de forma decidida na partida frente ao Rio Ave, dispondo de uma primeira oportunidade para golo logo aos três minutos, na sequência de um remate de Jackson, a passe de Tello. E que só não deu golo porque Tiago Pinto, com o corpo, desviou o esférico da sua trajectória.

Com o imaginativo Brahimi na esquerda e o jovem avançado espanhol na direita, ainda que com Tello muito mais solto, a pisar inclusivamente os terrenos do colega de equipa, os dragões não deixaram de assumir, desde o primeiro instante, o comando da partida, procurando manter o jogo no meio-campo do adversário, ao mesmo tempo que ia dispondo de lances de perigo. Como aconteceu, por exemplo, aos 11 m, na sequência de um livre directo já perto da linha de grande área do Rio Ave, com Danilo a rematar forte… ligeiramente ao lado.

Aos 12 minutos, o primeiro lance de perigo do Rio Ave, com Ukra a surgir na linha de fundo e a cruzar, mas com o holandês Zeegelaar a não chegar a tempo de desviar para a baliza.

Aos 27 minutos, o primeiro amarelo da partida, para Esmael, do Rio Ave, por protestos, a que seguiria um outro amarelo para Lionn, também por protestos. Embora, desta feita, com a razão do lado do vila-condense, já que Lionn contestava o facto de Brahimi não ver um amarelo, apesar de ter dado um pontapé na perna de Marcelo, quando os dois já estavam fora de campo.

Diminuída um pouco a intensidade com que o FC Porto havia entrado em campo, o Rio Ave começava, à passagem da meia-hora de jogo, a conseguir equilibrar os acontecimentos no Dragão. Provocando mesmo alguns calafrios junto da baliza de Fabiano, como aconteceu na sequência de um canto, na esquerda, por Ukra, que o guarda-redes do FC Porto foi obrigado a desfeitear a soco.

Aos 37 minutos, mais um amarelo, para Casemiro, por entrada dura por trás sobre Esmael, a que se seguiria, aos 43, novo amarelo, agora para Wakaso, do Rio Ave.

Mas se, à saída para o intervalo, o panorama não parecia o melhor para o FC Porto, a verdade é que o segundo tempo não podia ter começado melhor para os homens da casa, já que, logo no primeiro lance de ataque dos segundos 45 minutos, o dragão chegaria ao golo: perda de bola do Rio Ave no meio campo, com Tello a receber a bola, a correr em direcção à baliza do Rio Ave e, já descaído sobre a esquerda, a rematar forte e rasteiro, fazendo a bola passar por baixo do corpo de Cássio. Era o 1-0 para os azuis-e-brancos, numa partida que começava a apresentar-se complicada de resolver…

Contudo e apesar de em desvantagem no marcador, o Rio Ave não baixou os braços e, aos 51 minutos, numa descida pela direita, Wakaso desferiu um potente remate rasteiro à entrada da grande área portista, obrigando Fabiano a aplicar-se para desviar a bola para canto. Do qual, no entanto, surge um lance polémico: ao saltar com um jogador do Rio Ave, Herrera acaba desviando a bola com a mão, cometendo uma grande penalidade que Olegário Benquerença “transformou” em novo canto. Que não resultou em nada.

Com o Rio Ave a mostrar-se ainda e sempre perigoso, Lopetegui fez a primeira alteração na equipa do FC Porto, fazendo entrar, aos 56 minutos, o jovem Rúben Neves para o lugar de Brahimi. Com Pedro Martins a responder pouco depois, aos 61 minutos, trocando o já amarelado Zeegelaar pelo melhor marcador da equipa, Hassan. A que se seguiu, sete minutos depois, a troca de Esmael por Del Valle.

Já com Quintero em campo no FC Porto, por troca com Herrera, novo lance de perigo para a baliza de Cássio à passagem dos 72 minutos, com Danilo a entrar pela direita e rematar forte, rasteiro e cruzado, para defesa muito apertada do guarda-redes visitante. Que assim impediu um golo que parecia certo, tal como voltou a fazer, primeiro, aos 75 minutos, a cabeçada de Marcano, e, na jogada seguinte, a recarga de Casemiro.

Aos 77 minutos, Luis Gustavo entra no Rio Ave, para o lugar de Pedro Moreira, mas a verdade é que a troca acabou por não ser auspiciosa para os visitantes: logo no minuto seguinte, perda de bola do Rio Ave a meio-campo, com o esférico a ser endossado para Jackson Rodriguez, que, com apenas dois adversários pela frente e descaído para a direita, fintou o primeiro flectindo para o centro, para em seguida rematar rasteiro junto ao poste esquerdo da baliza de Cássio, que já não conseguiu lá chegar. Era o 2-0 para a equipa da casa, golo que era também sinónimo da tranquilidade há muito desejada…

Contudo, logo a seguir, era o Rio Ave que dispunha de excelente oportunidade para marcar, com Diego a rematar forte rasteiro, no sentido contrário a que o guarda-redes do FC Porto se deslocava, obrigando Fabiano a estirar-se para evitar o golo.

Mas se até aí FC Porto e Rio Ave mostraram sempre capacidade para continuar a disputar o resultado final, a verdade é que o 89.º minuto acabou sendo determinante para o excessivo 5-0 final: na sequência de uma descida pela esquerda, Alex Sandro entrou na grande área vila-condense mas acabou adiantando demasiado a bola, permitindo a Marcelo desfazer o lance, embora rematando contra o corpo do lateral. Num lance totalmente inesperado, o esférico acabou rechaçando, fazendo um chapéu ao desamparado Cássio, para se alojar em seguida nas redes visitantes.

Com a equipa do Rio Ave ainda incrédula com a forma como havia surgido o 3-0, o FC Porto marcava o 4.º logo a seguir, por Oliver Torres, que, numa subida no terreno da defesa visitante, foi deixado em jogo e sem qualquer marcação, apenas com Cássio pela frente. Oportunidade que o espanhol, naturalmente, não desperdiçou, fazendo logo aí o 4-0.

Não satisfeitos e apercebendo-se da incredulidade reinante no seio da equipa do Rio Ave, apareceu Danilo, que, com um remate fantástico, com o pé esquerdo, deu a estocada de morte na já moribunda equipa visitante, fazendo assim o 5-0. Resultado inquestionavelmente exagerado para aquilo que havia sido o encontro, mas que do qual, mesmo com um terceiro golo fruto da “sorte madrasta”, só podem culpar-se os próprios jogadores vila-condenses…

FICHA DO JOGO

Estádio: Estádio do Dragão, no Porto

Árbitro: Olegário Benquerença

FC PORTO
Fabiano; Danilo, Marcano, Martins Indi e Alex Sandro; Herrera, Casemiro e Oliver; Tello, Jackson e Brahimi.

Treinador: Julen Lopetegui

RIO AVE
Cássio; Lionn, Prince, Marcelo e Tiago Pinto; Pedro Moreira e Wakaso; Ukra, Diego Lopes e Martin Zeegelaar; Esmael Gonçalves.

Treinador: Pedro Martins

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