Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
Desporto 4 de janeiro de 2015

FC Porto goleia em Barcelos

Por: Diario Digital Castelo Branco

Apesar de uma entrada em que chegou a parecer surpreendido com a ousadia do adversário, o FC Porto acabou por, com o passar dos minutos, conseguir os seus intentos e vencer, esta noite, em Barcelos, o Gil Vicente, por expressivos 5-1, em jogo a contar para a 15.ª jornada da I Liga.

Apesar de uma entrada em que chegou a parecer surpreendido com a ousadia do adversário, o FC Porto acabou por, com o passar dos minutos, conseguir os seus intentos e vencer, esta noite, em Barcelos, o Gil Vicente, por expressivos 5-1, em jogo a contar para a 15.ª jornada da I Liga. Num jogo incaracterístico e com uma ponta final de loucos, a expulsão de Jander, aos 38 minutos, acabou por contribuir para que os “galos” acabassem “depenados”, anuncia o Diário Digital.

Embora tendo pela frente o actual último classificado do campeonato e apesar de estar a jogar num terreno onde, na última temporada, venceu por 2-0, a verdade é que o encontro desta noite frente aos “galos” não começou da maneira que os dragões mais gostariam: irreverentes, os gilistas recusaram-se a remeter-se à defesa e dispuseram, inclusivamente, dos primeiros lances de perigo na partida – primeiro, logo aos dois minutos, com Paulinho a cabecear à trave, e depois, ao 17 minutos, com Enza a cabecear para grande defesa de Fabiano!

Com o FC Porto incapaz de pegar no jogo (culpa também da marcação cerrada a Brahimi) e o Gil a apostar no contra-ataque rápido, ainda não tinha sido cumprida a primeira meia-hora e já o treinador do FC Porto mandava Ricardo Quaresma aquecer, sendo que, logo a seguir, aos 31 minutos, num lançamento longo em profundidade para a corrida o colombiano, Jackson Rodriguez conseguiu, pela primeira, aparecer na cara de Facchini. Contudo, o “chapéu”, tentado, ficou curto e o guarda-redes do Gil desfez o lance.

O mesmo aconteceria, de resto, aos 35 minutos, num lance bonito concluído de forma pouco eficaz por Casemiro, até aí mais em evidência pelos passes falhados no meio campo portista. Desta feita, no entanto, um centro a meia altura da esquerda do ataque visitante teve como resposta uma entrada de rompante e de calcanhar do jovem brasileiro, mas o guarda-redes gilista estava atento e parou o remate fraco.

Já o mesmo não conseguiu fazer, no entanto, logo no lance seguinte, mais uma vez protagonizado por Casemiro, com o brasileiro, a uns bons 35 metros da baliza adversária, a desferir um pontapé em arco e enrolado, fazendo a bola voar por cima de Facchini, para em seguida entrar nas redes gilistas. Desespero do guarda-redes e do treinador José Mota, que logo em seguida sofria novo balde de água fria: Jander, jogador muito físico, viu o segundo amarelo por entrada dura sobre Brahimi, deixando a equipa da casa reduzida a 10 jogadores… e a perder por 0-1.

Terminados os primeiros 45 minutos já com o FC Porto no comando do jogo, as equipas regressaram para o segundo tempo apenas com uma alteração no Gil, a entrada do médio Vitor Gonçalves para a saída do também médio Paulinho. Isto não contando com a inusitada alteração na equipa de arbitragem: a troca de Pais António, árbitro-assistente que durante o intervalo ter-se-á sentido mal, pelo até aí quarto árbitro Luís Godinho, que assim assumiu as funções do colega de equipa.

Contudo e com as equipas ainda a começarem ainda a aquecer, o FC Porto conseguia aumentar a vantagem no marcador (55 m), num lance em que, Martins Indi, após subir no terreno até à pequena  área adversária, aproveitou um ressalto de bola após defesa ‘in extremis’ de Facchini para, de calcanhar, fazer o 2-0.

Apesar dos esforços dos homens do Gil, os dragões, mesmo sem jogar nos limites, conseguiam ficar mais perto do triunfo e dos desejados três pontos, graças também à influência de Brahimi no jogo portista – exemplo perfeito desse facto, o lance aos 67 minutos, quando, em plena grande área gilista, o argelino recebeu um passe em profundidade “colando” a bola ao pé esquerdo, dançou frente a dois adversários e rematou para um golo que só não surgiu porque Facchini voltou a negá-lo, mais uma vez.

Mas se dessa vez o golo não surgiu, ele acabaria por aparecer aos 70 minutos, com o imaginativo extremo a aproveitar um centro rasteiro da direita do seu ataque para irromper ao primeiro poste e desviar para dentro da baliza do Gil Vicente, sem que o guarda-redes nada pudesse fazer. Era o 3-0 e a consagração merecida de Brahimi, que pouco depois saía para os aplausos, dando o seu lugar a Quintero.

Contudo, a equipa da casa não estava morta e, apenas cinco minutos depois do golo de Brahimi, aos 75 m, após duas substituições para o FC Porto e uma para o Gil Vicente, o recém-entrado Vítor Gonçalves aproveitava um passe em profundidade de Caetano para, com apenas Fabiano pela frente, reduzir a desvantagem no marcador por 1-3. Dando também início àquele que seria um final de jogo verdadeiramente louco!

Resposta quase imediata, aos 79 minutos, Oliver que, em plena pequena área adversária, recebia o esférico, tirava Pecks da jogada com uma finta de corpo e, à saída de Facchini, fazia a bola passar-lhe por cima, assinalando assim o 4-1. A que se seguiria, aos 89 minutos, após jogada individual de Jackson, o 5-1, golo da autoria do colombiano.

A terminar, tempo ainda para, aos 89 minutos, o árbitro amostrar um segundo amarelo a Alex Sandro, por entrada dura sobre um adversário, a que se seguiu o vermelho e a saída de campo. Contudo, desta feita, o revés não deu origem a qualquer novo golo portista.

 

FICHA DE JOGO

Estádio: Cidade de Barcelos, em Barcelos

Árbitro: Nuno Almeida, da AF Algarve

GIL VICENTE
Adriano Facchini; Gabriel, Pek’s, Enza-Yamissi e Evaldo; João Vilela e Luís Silva; Diogo Viana, Paulinho e Jander; Simy

Treinador: José Mota

FC PORTO
Fabiano; Danilo, Maicon, Martins Indi, Alex Sandro; Casemiro, Herrera, Óliver; Cristian Tello, Jackson (c.), Brahimi

Treinador: Julen Lopetegui

Partilhar:

Relacionadas

© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet

Link copiado!