Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O Presidente da República, Cavaco Silva, inaugura na quinta-feira em Castelo Branco o Museu Cargaleiro, dedicado à obra do pintor e ceramista português a cuja obra o município deu guarida. O autarca Joaquim Morão diz trata-se do "maior projeto cultural alguma vez realizado em Castelo Branco"
O Presidente da República, Cavaco Silva, inaugura na quinta-feira em Castelo Branco o Museu Cargaleiro, dedicado à obra do pintor e ceramista português a cuja obra o município deu guarida.
O edifício, que vai ser inaugurado no âmbito das comemorações do Dia de Portugal e das Comunidades, resulta da ampliação do espaço museológico criado em 2004.
O museu “é o maior projeto cultural alguma vez feito em Castelo Branco”, explicou o presidente da Câmara, Joaquim Morão, sublinhando o investimento que foi feito na inventariação de 5000 obras de Cargaleiro, da sua autoria e outras adquiridas ao longo dos anos.
Em setembro de 2010, a Fundação Manuel Cargaleiro, criada pelo autor, alterou os estatutos e passou também a ter sede no mesmo edifício, em Castelo Branco.
“Já posso morrer tranquilo”, disse na altura o artista, hoje com 84 anos, que justificou a mudança da sede de Lisboa para Castelo Branco por ter nascido e vivido no distrito e por a cidade ter investido num museu para acolher as suas coleções.
“Tive promessas de outras Câmaras, mas de promessas está o inferno cheio. Na realidade só Joaquim Morão é que foi direto”, destacou Manuel Cargaleiro.
A colaboração entre a Fundação e a autarquia é também apontada como um caso “exemplar” por António Barreto, presidente da Comissão Organizadora das comemorações do 10 de Junho deste ano.
Para António Barreto, trata-se de “um gesto exemplar” ao qual “o Presidente da República fez questão de prestar homenagem”.
“Este é um formidável património que visa enriquecer Castelo Branco e toda a região, vai poder vir a ser um pólo cultural interessante”, acrescentou.
Manuel Cargaleiro é natural de Chão das Servas, concelho de Vila Velha de Ródão, onde também coordena oficinas artísticas. Entre as cinco mil peças inventariadas e “outras tantas” que Cargaleiro doou à fundação e que estão por tratar, encontram-se, entre outras, pinturas, tapeçarias, cerâmicas e azulejos
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