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Região 13 de junho de 2011

Proença-a-Nova confeciona maranho com 40 metros

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Proença-a-Nova homenageia o prato típico da região do Pinhal, no Centro de Portugal, confecionando um maranho com 40 metros de comprimento, candidato a ser o maior mundo.

Proença-a-Nova homenageia o prato típico da região do Pinhal, no Centro de Portugal, confecionando um maranho com 40 metros de comprimento, candidato a ser o maior mundo.

A decisão oficial do Livro Guiness dos Recordes só será conhecida mais tarde, mas para já fica a certeza da cozinheira Fátima Manso de que nunca se viu maranho típico da região deste tamanho.

Depois de duas noites sem dormir para fazer o recheio, Fátima sabe os números de cor: “foram precisos 60 quilos de carne de cabra, dez quilos de presunto, dez quilos de chouriço, 40 quilos de arroz, vinho branco e sal quanto baste e muita, muita hortelã”.

Uma quantidade imensa do prato típico do pinhal que vai ser oferecida no final do dia, depois de completada a cozedura, às centenas de pessoas que ao longo da tarde assistiram à iniciativa no recinto das festas municipais.

Três botijas de gás de 45 quilos e dezenas de bocas de chama foram usados para aquecer a água na calha de 40 metros numa ação de promoção que custou cerca de 3.000 euros à autarquia, no âmbito das Festas do Município.

Um investimento que o vereador João Manso, da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, dá por bem empregue, pois “é o mesmo valor de publicidade feita noutros meios, mas capta mais atenção e ainda pode ser saboreada por todos os presentes”.

A certificação pelo Livro Guiness dos Recordes “fica para mais tarde”, porque a organização internacional “tinha dúvidas sobre a classificação do maranho, propondo a classe das salsichas e almôndegas e ainda vamos ter que explicar que não é nem uma coisa nem outra”, explicou.

O maranho consiste num saco feito de bucho (tripas) recheado com carne de cabra, presunto e arroz e condimentado com ervas aromáticas, nomeadamente hortelã.

Entre a assistência não faltavam olhares gulosos enquanto se preparava o maranho, cada qual com seu segredo para a melhor receita.

Carolina Simão prepara maranho algumas vezes por ano e diz que “o vinho branco tem que ser muito bom”, enquanto para Isilda Ferreira “é a hortelã que dá o gostinho especial”.

Fátima Manso, cozinheira do maior maranho, garante que “não há segredo: o que é preciso é carne de qualidade como a que é produzida aqui na região”.

O prato típico “deixa saudades”, assegura Catarina Sequeira, que enquanto vivia na vila comia maranho pelo menos uma vez por semana.

Hoje, a viver em Lisboa, dá graças à mãe que, de vez em quando, lhe faz chegar uma remessa da iguaria feita na região.

Mas há mais especialidades gastronómicas.

Este foi o ano do maranho, para o ano logo se verá, pois “há mais ideias em estudo”, revelou o vereador João Manso, mas fazendo da ementa ainda uma surpresa.

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