Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente da Câmara de Oleiros disse esta 4ª-feira que a instalação da empresa russa NGCR - Tecnologias Químicas e Inovações naquele concelho já não se vai concretizar e que está à procura de novos investidores.
O presidente da Câmara de Oleiros disse esta 4ª-feira que a instalação da empresa russa NGCR - Tecnologias Químicas e Inovações naquele concelho já não se vai concretizar e que está à procura de novos investidores.
"A empresa não conseguiu trazer os equipamentos necessários para Portugal por causa do boicote da União Europeia (UE) à Rússia devido ao conflito na Ucrânia", disse o presidente da Câmara de Oleiros, Fernando Marques Jorge.
Fernando Marques Jorge explicou ainda que uma das fábricas que produzia os componentes que vinham para Oleiros e que se encontrava junto à fronteira com a Ucrânia foi destruída, o que veio dificultar ainda mais a instalação da empresa russa no concelho, falhando-se assim o objetivo dos 100 postos de trabalho criados.
"Um conflito que se desenrolou tão longe trouxe um problema para o concelho de Oleiros", adiantou.
Segundo o autarca, que já se encontra à procura de novos investidores para Oleiros, no distrito de Castelo Branco, o documento final da devolução das instalações dos russos à câmara ainda não foi assinado.
Contudo, adiantou que o administrador da NGCR, Constantin Makhov, propôs a devolução do espaço com todas as benfeitorias que foram feitas e com todos os equipamentos instalados.
"Tudo o que lá foi feito e instalado vai ficar para a Câmara de Oleiros", garantiu Fernando Marques Jorge.
A NGCR tinha previsto ocupar as antigas instalações da empresa alemã de peluches Steiff que encerrou as portas em março de 2013, atirando para o desemprego mais de uma centena de pessoas.
O compromisso entre o município de Oleiros e a empresa russa passava pela criação de uma centena de postos de trabalho e pela produção de equipamentos de combate a incêndios, máquinas de tratamento de águas residuais e aparelhos para obter poupança de energia em termos industriais.
Após uma apresentação pública em fevereiro de 2014, Constantin Makhov adiantou que a fábrica iria começar a laborar em Oleiros a partir de maio desse ano e que 50% da produção seria destinada ao mercado interno.
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