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Economia 12 de julho de 2015

Fundão: Antiga Praça Municipal dá lugar a ideias e negócios inovadores

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Na antiga Praça Municipal do Fundão, as frutas e legumes deram lugar a ideias criativas e negócios inovadores quando o espaço foi transformado no Living Lab da Cova da Beira, integrando um “fab lab”, um “cowork” e uma incubadora de empresas.

Na antiga Praça Municipal do Fundão, as frutas e legumes deram lugar a ideias criativas e negócios inovadores quando o espaço foi transformado no Living Lab da Cova da Beira, integrando um “fab lab”, um “cowork” e uma incubadora de empresas.

A iniciativa é da Câmara Municipal do Fundão que, em vez de demolir o edifício no centro da cidade, optou por requalificá-lo, essencialmente no que concerne à reconversão do espaço e introdução de novos conceitos de utilização.

"Ao desenvolvermos o plano de inovação do concelho definimos que uma das suas linhas seria a de refuncionalizar alguns dos edifícios públicos, isto ao mesmo tempo que atraíamos empresas e atividades para o centro da cidade. Nesse sentido, tendo em conta que aquele edifício estava sem utilização há vários anos (…) decidimos que seria o espaço ideal para criarmos algumas das novas valências e apostas de desenvolvimento", explicou o presidente da autarquia, Paulo Fernandes.

O autarca adiantou ainda que, em termos de obras, foram feitos essencialmente trabalhos de adaptação, num orçamento que não ultrapassou os 250 mil euros.

Parte do que existia foi mantido, como se verifica no espaço que passou a acolher o "Fab Lab Aldeias do Xisto". As bancadas de mármores para exposição de produtos foram transformadas em secretárias corridas, enquanto as paredes foram revestidas com apontamentos de xisto e pintadas de cor de laranja para estimular a criatividade.

Mas, imaginação é exatamente o que não falta neste laboratório de fabricação digital que tem como objetivo desenvolver soluções para as empresas e concretizar as ideias das pessoas.

Cumpre essa função numa interligação entre software e equipamentos digitais de ponta, como sejam a máquina de cortar a laser e a "vinyil cutter", bem como as impressoras 3D (este ‘fab lab’ tem uma impressora 3D de alta precisão que mais nenhum ‘fab lab’ português tem) e as CNC (máquina de fresar) também de alta precisão.

"No fundo, temos aqui uma fábrica de ideias, que tem como base o pensamento e a sua concretização através da alta tecnologia", especificam Toni Barreiros e João Milheiro, coordenadores deste “fab lab”, que está aberto a toda a comunidade.

Estes responsáveis destacam ainda a forte componente pedagógica e formativa e lembram que o objetivo é o de fazer com que os utilizadores consigam ser autónomos, o que já acontece em alguns casos.

Nuno Alves, designer, é um dos que já trata por "tu" o equipamento ao qual recorre para concretizar algumas das peças que produz na "Officina", ateliê que também está instalado naquele edifício.

A marca "Fab Lab Aldeias do Xisto" estava, portanto, nos bancos de madeira que concebeu para a exposição "Agricultura Lusitania" da Rede Aldeias do Xisto, apresentada em maio na feira internacional de design e arte EUNIQUE, em Karlsruhe, na Alemanha.

Não foram caso único; outras peças desta exposição também foram concretizadas nesta "fábrica" de onde já saiu todo o tipo de criações.

Na lista, encontram-se os puzzles de montagem que se transformam em carros, animais ou outros brinquedos e objetos, os bilhetes para concertos, as lembranças e troféus para eventos.

E há mais, nomeadamente as maquetes construídas por arquitetos, as peças de decoração e mobiliário e até acessórios para alta-costura, moldes para relojoaria e protótipos de projetos de robótica.

Foi também ali que nasceu a caixa dos sabonetes 100 por cento naturais e artesanais "Da'ki", bem como a primeira maquete dos copos biodegradáveis "Bio Poli".

Desenvolvidos por Francisca Vidal (Da'ki), Ana Sofia Malta e Hugo Moreira (Bio Poli) estas são duas das "startups" que fizeram das antigas lojas e talhos os respetivos escritórios: são já 13 as novas empresas que estão na "Incubadora A Praça".

A dois passos, mais concretamente no rés-do-chão, é ainda possível encontrar várias instituições que também ocupam o espaço ou algumas das 23 pessoas que partilham o "Cowork Fundão" e que todos os dias contribuem para que esta antiga praça municipal ganhe novos sons, novos cheiros e uma nova vida.

 

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