Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O lucro da Portucel subiu 10,9% no primeiro semestre, face a igual período do ano passado, para 100,5 milhões de euros, anunciou hoje a empresa de pasta e papel.
O lucro da Portucel subiu 10,9% no primeiro semestre, face a igual período do ano passado, para 100,5 milhões de euros, anunciou hoje a empresa de pasta e papel.
Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa salienta que "num enquadramento favorável de preços da pasta de papel e de valorização do dólar face ao euro, o grupo Portucel registou no primeiro semestre de 2015 um crescimento de 6,4% no seu volume de negócios".
Adianta que "o valor global de vendas atingiu cerca de 795 milhões de euros, englobando papel de impressão e escrita (74%), energia (13%), pasta de eucalipto (8%) e papel 'tissue' (4%)".
O desempenho operacional da área de papel não revisto de impressão e escrita (UWF) "evoluiu favoravelmente" nos primeiros seis meses do ano, com uma subida de 0,7% das vendas e de 1% no volume de produção.
"A redução do consumo aparente de papel na Europa (cerca de 2,6%) e a valorização do dólar face ao euro levaram um número significativo de produtores a procurar oportunidades de negócio mais rentáveis fora da Europa, tendo-se verificado, ao longo dos primeiros seis meses do ano, um aumento expressivo das exportações", aponta a empresa.
"A Portucel foi responsável por 42% das exportações europeias de papel, tendo aumentado as suas vendas para fora da Europa em mais de 40 mil toneladas e registando um nível de carteira de encomendas que compara favoravelmente com os anos anteriores", refere.
O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) aumentou 16,6% no semestre, face a igual período de 2014, para 184,5 milhões de euros.
Este valor do EBITDA, além dos resultados gerados pela atividade atual do grupo, "inclui também um valor positivo de 3,8 milhões de euros resultante das operações de AMS, assim como um montante negativo de cerca de 2,6 milhões de euros relativo ao impacto das operações de futuros negócios, nomeadamente o projeto de Moçambique e o projeto de 'pellets' nos Estados Unidos, ambos ainda em fase de investimento".
O resultado operacional (EBIT) registou um aumento de 15,5% para 129,7 milhões de euros.
A Portucel adianta que o negócio de pasta branqueada de eucalipto (BEKP) registou uma evolução "bastante positiva" ao longo dos primeiros seis meses do ano, "sustentada essencialmente numa forte procura por parte do mercado chinês".
A atividade de AMS - Star Paper (papel 'tissue') foi incluída no universo de consolidação do grupo, representando um valor de 29 milhões de euros, cerca de 3,7% do volume de negócios da Portucel no período em análise.
"O volume de vendas de produto acabado aumentou cerca de 9,3%, tendo o preço médio de venda evoluído também favoravelmente, subindo 3,6%. Espera-se um aumento do volume de produção de 'tissue' a partir do terceiro trimestre do ano, após o arranque da segunda linha, atualmente em construção na fábrica de Vila Velha de Rodão e que se encontra praticamente concluída", refere.
Com uma capacidade de 30.000 toneladas por ano, a segunda linha vai duplicar a capacidade de produção anual da AMS para 60.000 toneladas de 'tissue'.
Os resultados financeiros foram negativos em 17,8 milhões de euros, valor que compara com 16,1 milhões de euros negativos um ano antes.
O investimento no semestre foi de 77 milhões de euros, incluindo, além de 31 milhões de euros no negócio de pasta e papel, os 33 milhões de euros na expansão de capacidade de 'tissue' na fábrica de Vila Velha de Rodão, cerca de 10 milhões de euros no projeto de Moçambique e três milhões de euros na construção da fábrica de 'pellets' nos Estados Unidos.
Em termos de expectativas, a Portucel adianta que o setor da pasta "encontra-se atualmente a atravessar um momento favorável, com preços bastante compensadores", apontando que "o bom nível de procura, em particular do mercado chinês, e a gestão da entrada de nova capacidade no mercado, são fatores que deverão continuar a beneficiar os produtores de pasta nos restantes meses do ano, principalmente se se mantiver a relação atual entre o dólar e o euro".
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