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Economia 31 de outubro de 2015

Joaquim Morão disputa presidência do conselho fiscal nas eleições para a Associação Montepio Geral

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

As eleições para os órgãos sociais da Associação Mutualista Montepio Geral, para o triénio 2016/2018, marcadas para 02 de dezembro, vão ser disputadas por quatro listas, uma das quais concorre apenas ao conselho geral.

As eleições para os órgãos sociais da Associação Mutualista Montepio Geral, para o triénio 2016/2018, marcadas para 02 de dezembro, vão ser disputadas por quatro listas, uma das quais concorre apenas ao conselho geral.

A lista do atual presidente da Associação Mutualista, Tomás Correia, foi apresentada na noite de sexta-feira, depois da entrada das lideradas por António Godinho e Eugénio Rosa, que disputam todos os órgãos sociais, e Manuel Ferreira, que se candidata ao conselho geral.

Tomás Correia, em declarações à agência Lusa, afirmou que “o conselho de administração da atual associação mutualista apresentou uma lista fortemente renovada”, que concorre sob o lema “Montepio para todos”.

Além de Tomás Correia, que se recandidata a presidente, cargo que exerce há sete anos, a lista para a administração inclui nomes como os de Carlos Beato e Fernando Ribeiro Mendes. Para os outros órgãos, o padre Vitor Milícias é o escolhido para disputar a presidência da mesa da assembleia-geral, Joaquim Morão a do conselho fiscal e Manuela Silva a do conselho geral.

O presidente candidato entende que a polémica que tem rodeado o Montepio nos últimos meses não o vai prejudicar.

“Não me vai prejudicar coisa nenhuma. Os associados conhecem-me muito bem e sabem muito bem que as especulações em torno de questões sem fundamento não podem prejudicar o trabalho que há quase 12 anos faço pelo Montepio”, argumentou.

As eleições vão também ser disputadas por uma segunda lista apresentada pelo economista Eugénio Rosa, que concorre a presidente do conselho de administração, com o lema “Segurança, transparência, confiança na gestão do Montepio: Defender o mutualismo”.

Quanto aos outros órgãos sociais, Manuel Malheiros concorre a presidente da mesa da assembleia-geral, José Martins Correios ao conselho fiscal e Viriato Monteiro da Silva ao conselho geral.

Uma terceira lista que concorre a todos os órgãos designa-se “Renovar o Montepio”, é encabeçada por António Godinho para o conselho de administração, onde apresenta também os socialistas João Proença e Victor Baptista. Candidata ainda o antigo ministro António Bagão Félix ao conselho fiscal e o general Pinto Ramalho à mesa da assembleia-geral, bem como Amadeu Ferreira de Paiva ao Conselho Geral.

Uma quarta lista, com o lema “Por um Montepio Mais Forte e Democrático, com uma Caixa Económica mais ética”, é encabeçada por Manuel Ferreira e concorre só ao Conselho Geral. A este presidente da mesa da assembleia-geral da Associação de Solidariedade Social do Alto da Cova da Moura e secretário da mesa da assembleia-geral da Amnistia Internacional juntam-se, entre outros, Manuel Solla, cônsul do Senegal no Porto, e Cristina Cruz, presidente do Centro De Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral (CIDAC).

Tomás Correia, atual presidente da Associação Mutualista e que até há pouco tempo era presidente da Caixa Económica Montepio Geral, foi substituído neste cargo por Félix Morgado, em 05 de agosto passado.

O fim da acumulação de cargos por parte de Tomás Correia decorreu de um novo modelo de governação que reforça a separação entre a instituição financeira e associação mutualista, que é também o seu único acionista.

A relação próxima e interdependente da Caixa Económica com a Associação Mutualista motivou nos últimos meses várias polémicas, que tiveram impacto interno, designadamente em termos de saídas de depósitos e conflito.

Em 23 de julho, o Governo aprovou um regime jurídico das caixas económicas que pretende fortalecer o modelo de governação e os moldes em que podem desempenhar a respetiva atividade.

A nova legislação sujeita na prática a Caixa Económica a regras de controlo e de supervisão em tudo idênticas à dos bancos.

A Caixa Económica Montepio Geral, que foi dirigida por Tomás Correia até agosto passado, apresentou na sexta-feira um prejuízo de 59,5 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, que compara com lucros homólogos de 19,5 milhões de euros.

No primeiro semestre, o resultado também tinha sido negativo, em 28,9 milhões de euros, que compara com um lucro homólogo de 6,2 milhões de euros.

Ao apresentar os resultados até setembro, o presidente da instituição previu o regresso a resultados trimestrais positivos em 2016.

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