Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira está a favor da venda das Minas da Panasqueira por parte da multinacional Almonty, desde que a operação ajude a evitar mais despedimentos e salvaguarde os direitos dos trabalhadores.
O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira está a favor da venda das Minas da Panasqueira por parte da multinacional Almonty, desde que a operação ajude a evitar mais despedimentos e salvaguarde os direitos dos trabalhadores.
Em declarações à agência Lusa, Luís Paulo Mendes, delegado sindical nas Minas da Panasqueira, explicou que aquela estrutura ainda não tem conhecimento oficial sobre a mudança de proprietários, mas mostrou-se favorável à alteração.
"Desde que não haja mais despedimentos e que os direitos dos trabalhadores sejam salvaguardados, o sindicato está a favor, mas temos de saber um bocadinho mais para vermos se as condições são, efetivamente, a bem dos mineiros", disse, explicando que a próxima reunião com a administração da empresa estava marcada para dia 28.
Luís Paulo Mendes mostrou-se, no entanto, convicto de que este encontro "certamente será antecipado".
A venda das Minas da Panasqueira, que estão sediadas da Barroca Grande, freguesia de Aldeia de São Francisco, concelho da Covilhã, distrito de Castelo Branco, foi anunciada na quinta-feira na página oficial da internet do grupo Almonty, multinacional canadiana que já tinha sido proprietária desta mina entre 2005 e 2008 e que agora voltou a adquiri-la.
Contactado na quinta-feira pela agência Lusa, António Corrêa de Sá, que será administrador executivo da empresa que detém 100% da concessão das Minas da Panasqueira, confirmou a venda, mas não quis revelar os valores envolvidos.
Aquele responsável adiantou que o novo proprietário pretende aumentar a produção e "consequentemente" o número de postos de trabalho, crescimento que deverá verificar-se nos próximos seis meses.
Uma notícia que, "a confirmar-se", agrada ao sindicato, apontou Luís Paulo Mendes, que também vê com bons olhos o facto de as Minas da Panasqueira, que até aqui integravam um grupo japonês, regressarem às mãos do antigo dono.
"Nos três anos em que cá estiveram fizeram algumas melhorias, agora temos que ver se é para manter isso. Nós só queremos que tudo corra da melhor forma e que o preço do volfrâmio volte a subir", afirmou.
Em março de 2015, em declarações à Lusa, o presidente do conselho da administração da Sojitz Beralt Tin and Wolfram Portugal - empresa do grupo japonês que detinha na altura a exploração das minas - explicava que devido às constantes quedas do preço do volfrâmio a empresa estava a registar "perdas incomportáveis" e que teria de proceder-se à redução de pessoal, através da não renovação dos contratos de trabalho temporário.
Além disso, admitia mesmo a hipótese de suspender a produção, caso a situação não se alterasse.
A redução de pessoal afetou quase uma centena de trabalhadores: em março de 2015, as Minas da Panasqueira tinham 339 funcionários e atualmente só já empregam 244 pessoas.
Esta é a única exploração de extração de volfrâmio a laborar em Portugal e dá emprego essencialmente a pessoas dos concelhos da Covilhã e Fundão, no distrito de Castelo Branco, e Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra.
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