Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa afirmou esta 2ª-feira que prefere "pecar por omissão" e não assumir nesta altura o compromisso de, caso seja eleito Presidente da República, fazer um só mandato de cinco anos.
O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa afirmou esta 2ª-feira que prefere "pecar por omissão" e não assumir nesta altura o compromisso de, caso seja eleito Presidente da República, fazer um só mandato de cinco anos.
Durante uma sessão pública no auditório do Instituto Politécnico de Castelo Branco, na fase de resposta a questões da assistência, Marcelo Rebelo de Sousa foi instado a esclarecer se tinha prometido ou não fazer um só mandato presidencial.
O social-democrata respondeu que, "em rigor", nunca disse isso, apenas fez referência ao "sistema que há noutros países, que é de um só mandato presidencial mais longo". Marcelo considerou que "seria prematuro" fazer agora essa promessa, antes de ser eleito e de exercer o cargo
"Eu prefiro pecar por omissão assumindo o mínimo de compromissos relativamente a um eventual mandato presidencial do que pecar por excesso", acrescentou, alegando que "as promessas" que agora faça podem vir a "colidir com aquilo que será a evolução económica, social e política do país".
No seu entender, a possibilidade de o Presidente da República fazer dois mandatos leva os portugueses a pensar que "quem exerce o primeiro mandato, a partir de um determinado momento desse mandato, se pensar em recandidatar-se, é determinado ou condicionado por esse pensamento", o que "não é bom".
Marcelo Rebelo de Sousa não quis, contudo, afastar para já um segundo mandato.
"Em rigor, eu não poderia dizer isso dessa forma, porque acho que é uma decisão, primeiro, que supõe que seja eleito pelos portugueses - não se pode pôr o carro à frente dos bois. Em segundo lugar, supõe que uma decisão dessas nunca seja tomada antes de perto do fim do mandato", justificou.
O antigo presidente do PSD argumentou que ninguém consegue prever o que vai acontecer nos próximos cinco anos: "O que são cinco anos? Ninguém sabe. Nós assistimos a coisas nos últimos meses e anos que não imaginaríamos. O que será Portugal, a Europa e o que será o mundo daqui a dois, três, quatro cinco anos? Portanto, seria prematuro".
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