Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente da Cáritas Diocesana de Portalegre e Castelo Branco, Elicídio Bilé, afirmou esta 5ª-feira que receia um "aumento dos níveis de pobreza", este ano, nestes dois distritos do interior, considerando que a situação requer uma “atenção cuidada”.
O presidente da Cáritas Diocesana de Portalegre e Castelo Branco, Elicídio Bilé, afirmou esta 5ª-feira que receia um "aumento dos níveis de pobreza", este ano, nestes dois distritos do interior, considerando que a situação requer uma “atenção cuidada”.
“As coisas não vão melhorar e se não melhoram na mesma também não ficam, vão agravar-se. A situação do distrito de Portalegre, por exemplo, é complicada, porque perdeu empresas, comércios e regista uma diminuição da atividade agrícola”, disse o responsável, em declarações à agência Lusa.
Reportando-se ainda à situação vivida na zona de Portalegre, Elicídio Bilé mostrou-se preocupado com a falta de investimento e criação de emprego, sublinhando, no entanto, que o setor do turismo constitui uma “exceção”.
“Não há perspetiva de investimento, não há nenhum indicador nesse sentido. Houve um desinvestimento nesta região e não se prevê, a médio prazo, que seja alterada a situação”, disse.
De acordo com Elicídio Bilé, os grupos organizados da Cáritas Diocesana de Portalegre e Castelo Branco dão, atualmente, apoio a quatro mil pessoas, correspondendo a cerca de duas mil famílias que residem na área da diocese.
“Só em Portalegre apoiamos mensalmente 180 famílias, com a distribuição de alimentos, entrega de material didático para os filhos e roupa, entre outros serviços, através da nossa loja social”, indicou.
Além da loja social, a Cáritas está envolvida num projeto em rede com outras seis congéneres da raia portuguesa e espanhola, com o objetivo de combater o desemprego.
A colaboração enquadra-se no projeto transfronteiriço Rede de Apoio Mútuo de Cáritas Diocesanas da Raia, com três portuguesas (Beja, Évora e Portalegre-Castelo Branco) e quatro espanholas (Ciudad Rodrigo, Coria-Cáceres, Mérida-Badajoz e Salamanca).
Esta rede possui uma plataforma informática com ofertas de emprego e de formação profissional dos dois lados da fronteira, graças a uma parceria com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), em Portugal, e à organização das Cáritas espanholas, que têm oficinas de emprego e empresas de inserção.
Além de encaminhar as pessoas dos atendimentos sociais para os centros de emprego ou, até diretamente, para empresas, a rede disponibiliza, através da plataforma, apoios à sua mobilidade, nomeadamente com recursos linguísticos de português e espanhol ou ajudando-as a encontrar alojamento temporário.
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