Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O Sindicato Têxtil da Beira Baixa (STBB) reivindica celeridade no processo de insolvência das confeções Vesticon, concelho da Covilhã, para que os trabalhadores desta empresa, que fechou em 2010, possam receber parte dos créditos.
O Sindicato Têxtil da Beira Baixa (STBB) reivindica celeridade no processo de insolvência das confeções Vesticon, concelho da Covilhã, para que os trabalhadores desta empresa, que fechou em 2010, possam receber parte dos créditos.
"Exigimos que quem de direito obrigue à celeridade do processo para que os trabalhadores possam receber ainda mais algum dinheiro, que nunca será aquilo a que tinham direito”, refere esta estrutura sindical em comunicado.
Com o título "o calvário continua", na nota de imprensa recorda-se que o processo de insolvência se arrasta há quase seis anos e que os operários só receberam um dos créditos através do Fundo de Garantia Salarial por "exclusiva ação" do sindicato.
"Mas, ainda falta receber muito", ressalva o sindicato afeto à CGTP-IN, explicando que para que os trabalhadores possam receber mais alguns créditos "é necessário que o resultado da venda do património seja distribuído", o que, ainda assim, "será insuficiente para liquidar toda a dívida".
Segundo o sindicato, "todo este processo está a demorar demais" e "não se percebe" que, numa altura em que já se procedeu à venda parte do património da empresa, "ainda não haja mapa de rateio para com ele definir o que cada um vai receber e quando vai receber".
Lembrando que "nada impede que o dinheiro já realizado seja distribuído", o sindicato também questiona as opções do administrador de insolvência por este não ter concordado com a proposta dos trabalhadores para que a venda fosse feita através de uma leiloeira.
"Assim, só há poucos meses foi efetuada a venda do imóvel do Cabeço (…), dado que a venda demorou, houve bens roubados da empresa porque não foram adotadas as medidas de vigilância e controlo que se exigem nestas situações".
Por tudo isto, e reiterando que tudo fez para acelerar o processo (nomeadamente com recurso ao tribunal), a direção do STBB diz que não pode "tolerar mais demoras" e exige celeridade no processo porque, "tenha quem tiver responsabilidade, é tempo de pôr fim a este calvário".
A Vesticon estava sediada no Bairro do Cabeço, no Tortosendo, concelho da Covilhã, distrito de Castelo Branco, e encerrou em janeiro de 2010, deixando 95 pessoas no desemprego.
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