Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
Economia 11 de agosto de 2011

Agricultura: Unidade transformadora devolve esperança aos produtores de raça bovina mirandesa

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Os produtores de bovino de raça mirandesa mostram-se confiantes no futuro das suas explorações devido à entrada em funcionamento de uma nova unidade fabril que vai proceder à desmancha, embalamento e comercialização da carne dos seus animais.

Os produtores de bovino de raça mirandesa mostram-se confiantes no futuro das suas explorações devido à entrada em funcionamento de uma nova unidade fabril que vai proceder à desmancha, embalamento e comercialização da carne dos seus animais.

“Esta nova unidade vai trazer benefícios para os produtores e ajudar a incrementar o desenvolvimento rural. Tenho 47 cabeças de gado, e estou a pensar em aumentar a minha exploração”, constatou João Marcos, criador de gado bovino mirandês.

A unidade foi hoje inaugurada oficialmente pelo secretário de Estado das Florestas e do desenvolvimento Rural, Daniel Campelo que considerou o investimento uma “referência” na fileira da carne.

“Este é um investimento que deveria ser replicado em outras regiões, já que há incentivos financeiros para o efeito, sendo apenas preciso procurá-los, e mesmo que não haja incentivos, há projetos que só por si são rentáveis”, acrescentou o governante.

Por seu lado, Antonio Luís, presidente da Cooperativa Agropecuária Mirandesa (CAPM), entidade gestora da unidade afirmou que “este projeto é um sonho concretizado”.

“Agora com este investimento só esperamos incentivar os jovens agricultores a apostar na agropecuária e em particular na criação de animais bovinos de raça mirandesa”, acrescentou.

Instalada na zona industrial de Vimioso, a unidade terá uma capacidade de transformação, nesta primeira, de cerca de 300 toneladas de carne de bovino mirandês por ano, sendo administrada pela CAPM.

A unidade transformadora será dotada de quatro linhas de transformação de carnes, sendo a primeira dedicada ao desmanche das carcaças, uma outra ao embalamento das peças de carne, e uma dedicada à confeção de produtos pré–cozinhados e charcutaria assente em receitas regionais.

A nova unidade transformadora custou cerca de quatro milhões de euros sendo financiada em 38 por cento por fundos do PRODER e está localizada numa área que ocupa cerca de mil e quatrocentos metros quadrados de terreno, que foi adjudicado a um cêntimo o metro quadrados.

Nesta primeira fase a nova unidade dará empregos a 20 pessoas e numa segunda fase poderá mesmo chegar aos 30 postos de trabalho.

Num passado recente as carcaças de carne de bovino mirandês abatidas na região tinham depois de percorrer cerca de 250 quilómetros até ao litoral onde eram desmanchadas, cortadas e embaladas de forma a satisfazer as necessidades de mercado.

“Para já estamos a comercializar peças embaladas em vácuo, charcutaria pré-cozinhados e outros derivados. Agora temos a possibilidade de chegar ao consumidor final com a carne comercializada em cuvetes dimensionadas para as necessidades de cada cliente ou com a comida pré cozinhada,” avançou o diretor comercial da unidade Nuno Paulo.

A exportação de carne de bovino mirandês para países como a França, Alemanha ou Luxemburgo é uma das metas a atingir sendo que a faturação com as exportações ronda já os 300 mil euros.

“O mercado para a carne de bovinos mirandês está nos grandes centros urbanos onde há um maior poder de compra, no entanto o setor da restauração será o principal cliente do nosso produto”, acrescentaram os responsáveis pelo projeto.

Partilhar:

Relacionadas

© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet

Link copiado!