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Economia 2 de março de 2016

Idanha-a-Nova: Trabalhadores da Cooperativa de Queijos avançam com pedido de créditos

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Os trabalhadores da Cooperativa de Produtores de Queijo da Beira Baixa vão avançar com um pedido de créditos, visto que a cooperativa vai recorrer a um processo especial de revitalização (PER), disse uma fonte sindical.

Os trabalhadores da Cooperativa de Produtores de Queijo da Beira Baixa vão avançar com um pedido de créditos, visto que a cooperativa vai recorrer a um processo especial de revitalização (PER), disse uma fonte sindical.

"Fomos informados de que a cooperativa pediu o PER. Neste momento, os trabalhadores, para todos os efeitos, é como se não estivessem na empresa. O que têm a fazer é avançar com o pedido de créditos" disse à agência Lusa Clara de Sousa, do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura, Alimentação, Bebidas e Tabaco (SINTAB).

A sindicalista explicou ainda que o pedido de créditos só pode ser feito após a empresa declarar a insolvência ou solicitar um processo especial de revitalização, o que veio a acontecer.

Em fevereiro, cerca de 20 trabalhadores da Cooperativa de Produtores de Queijo da Beira Baixa, em Idanha-a-Nova, decidiram avançar para a rescisão dos contratos com base em cinco meses de salários em atraso.

Esta decisão foi tomada após a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) ter determinado, no dia 15 de janeiro, a suspensão da atividade e a retirada do mercado de todos os produtos provenientes daquela cooperativa devido à presença da bactéria Listeria monocytogenes.

Clara de Sousa sublinhou ainda que o SINTAB tem acompanhado a situação, porque existem prazos legais para solicitar o pedido de créditos e porque têm que ser indemnizados pelos anos de trabalho e salários em atraso.

"O tribunal [de trabalho] é que irá decidir como tudo isto se processa", disse.

Contudo, a sindicalista adianta que "poderá acontecer que a própria Segurança Social avance já com os valores de indemnização, mas não há certezas. Cada caso é um caso. O mais normal será o tribunal decidir".

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