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Economia 5 de abril de 2016

Castelo Branco: “No distrito, contrariamente aos dados oficiais, o desemprego aumentou” - Paula Santos

Por: Patrícia Calado

Inserido na campanha do PCP “+ Direitos, + Futuro, Não à Precariedade”, a deputada da Assembleia da República, Paula Santos, ouviu diversas entidades no distrito de forma a perceber qual a realidade dos trabalhadores. 

Inserido na campanha do PCP “+ Direitos, + Futuro, Não à Precariedade”, a deputada da Assembleia da República, Paula Santos, ouviu diversas entidades no distrito de forma a perceber qual a realidade dos trabalhadores. Paula Santos, em conferência de imprensa, garantiu que “no distrito, contrariamente aos dados oficiais, houve um aumento de desemprego”.

“Mas também, o aumento do recurso dos contratos de emprego de inserção. Continuam a ser muito elevadas as condições precárias de trabalho de muitos professores, continuam a estar em situação de contrato sem estarem vinculados” exemplificou.

De acordo com a deputada da Assembleia da República, os estágios ou programas de emprego são “uma forma encapotada de mascarar os números de desemprego”, sendo que, os trabalhadores não conseguem criar vinculação com as entidades empregadoras. Paula Santos afirmou que há um “uso e abuso do recurso a estas medidas ativas de emprego, como os contratos de emprego de inserção, ou os estágios, com um único objetivo: “desvalorização do trabalho e dos trabalhadores, retirada de direitos, aumento da exploração”.

Paula Santos alertou para as condições “precárias” de algumas áreas, nomeadamente nos call-centers do distrito “onde há enorme controlo, com tempos específicos de pausa, com tempos específicos para a ida à casa de banho e com salários muito baixos”. Acrescentando ainda que o mesmo acontece com os trabalhadores do setor têxtil, em que “não são garantidas as condições de trabalho adequadas”.

A deputada do PCP defendeu igualmente a estabilidade para os enfermeiros que, “se encontram exaustos” devido aos elevados ritmos de trabalho.

Posto isto, Paula Santos, pela voz do PCP, garantiu que o partido vai lutar pelos “direitos dos trabalhadores”.

“O que defendemos é que para cada função permanente corresponda um contrato de trabalho efetivo. Pretendemos intervir nesta matéria no setor público e no privado, de forma a reduzir e limitar a contratação a termo”.

A deputada da Assembleia da República informou ainda que neste Orçamento de Estado, por contributo do PCP, ficou definido que vai ser feito um levantamento na Administração Pública para se identificar as situações existentes em relação a esta matéria, sendo que, ao contrário do que devia ser, este setor “não dá o melhor exemplo” ao setor privado.

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