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Economia 13 de abril de 2016

Proença-a-Nova: Concurso destaca potencialidade dos vinhos feitos no concelho

Por: Diario Digital Castelo Branco

O melhor vinho do Concelho de Proença-a-Nova é branco e é produzido nos Casais: o vinho de Joaquim Farinha Dias alcançou 87,1 pontos na prova cega realizada este sábado, 9 de abril, e conquistou, por isso, o Prémio de Excelência do Concurso.

O melhor vinho do Concelho de Proença-a-Nova é branco e é produzido nos Casais: o vinho de Joaquim Farinha Dias alcançou 87,1 pontos na prova cega realizada este sábado, 9 de abril, e conquistou, por isso, o Prémio de Excelência do Concurso.

 A apreciação do júri determinou ainda que os vinhos de António Sousa (branco), Jorge Cristóvão e Manuel Farinha (ambos tinto) fossem classificados com a categoria de Ouro. Para o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, este concurso enquadra-se na estratégia que o Município encetou há quatro anos quando dotou o Centro Ciência Viva da Floresta com novas competências, nomeadamente na área da vitivinicultura, refere o comunicado enviado ao Diário Digital Castelo Branco.

“Este evento é o culminar de uma etapa e marca o início de outra. Isto é, chegados aqui e dotado o concelho de apoio para se tirar partido dos solos de xisto e das condições edafoclimáticas favoráveis, estão reunidas as condições para se potenciar um produto que tem excelência, valorizando o território e criando valor. A cultura da vinha - e o seu produto -, aliada a uma rede estruturada, também é canal para o turismo ser transportado para o nosso concelho”, afirma João Lobo.

Francisco Antunes, presidente do júri e enólogo que apoiou a instalação do Laboratório de Vinhos e Mostos no CCV da Floresta, considera que os vinhos foram a concurso são de qualidade bastante aceitável e que a pré-seleção feita “causou problemas aos provadores na escolha dos vinhos premiados”. Para chegar à fase final, apenas 15 dos 42 vinhos tintos, oito dos 17 brancos e nenhum dos sete rosados inicialmente a concurso passaram pela prova organolética, sinal de que há ainda trabalho pela frente. “Diria que os grandes degraus foram transpostos, agora começa a haver os degraus mais pequenos que são os mais difíceis de transpor porque começam a ser pormenores a que as pessoas dão menos atenção”, afirma Francisco Antunes. Esses degraus dizem respeito, por exemplo, à conservação dos vinhos mas qualquer dos vinhos presente na fase final poderia ser comercializado. “O vinho é como um filho, é preciso acompanhar continuamente”.

Luís Moura, escanção e um dos elementos do júri, destacou a ligação permitida com a gastronomia típica. “É uma região que gastronomicamente está marcada por pratos de forno e são vinhos tintos com taninos suficientes para criar harmonia com esses pratos, de maior intensidade”. Participaram ainda no painel de provadores três enólogos (Pedro Soares, António Selas e Manuel Póvoa), um blogger especializado (Nuno Ciríaco), um jornalista da imprensa regional (João Carrega, da Reconquista), um representante do comércio de vinhos (João Rodrigues), um representante do Município de Proença-a-Nova (António Mateus Filipe) e um representante da União de Freguesias de Proença-a-Nova e Peral (o seu presidente, Jorge Cardoso).

Os produtores que participaram no concurso vão agora receber as notas descriminadas da prova e será dinamizada em maio uma sessão de reflexão, aberta a todos os viticultores, sobre os resultados, os problemas encontrados nos vinhos avaliados e formas de os evitar. Para além dos premiados com Ouro, que receberam um voucher no valor de 50 euros em produtos e análises no Laboratório do CCV da Floresta, receberam a classificação de Prata Nuno Rodrigues, José Luís Caetano, Alfredo Ferreira, Jorge Cristóvão e Tiago Eira (vinho branco); nos tintos, obtiveram mais de 75 pontos Alfredo Ferreira, Manuel Farinha, Adelino Esteves, Luís Cardoso, José Manteigas (dois prémios em vasilhas diferentes), Nuno Rodrigues, António Gil e Outros, António Sousa e José Luís Caetano. Todos eles receberam um voucher no valor de 25 euros.

Os prémios foram entregues este domingo, 10 de abril, no decurso do Festival Gastronómico Adega Típica que, para além do vinho, destacou igualmente a gastronomia tradicional do concelho de Proença-a-Nova. Centenas de pessoas passaram pelo recinto do festival e tiveram a oportunidade de visitar a exposição de produtores da marca Proença-a-Nova Origem com venda de produtos e divulgação dos alojamentos locais.

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