Por: Diario Digital Castelo Branco
A Câmara Municipal do Fundão executou no último ano mais de 27,4 milhões de euros e voltou a reduzir a dívida, que, desde 2012, passou de 87 para 71 milhões, anunciou o autarca, Paulo Fernandes.
A Câmara Municipal do Fundão executou no último ano mais de 27,4 milhões de euros e voltou a reduzir a dívida, que, desde 2012, passou de 87 para 71 milhões, anunciou o autarca, Paulo Fernandes.
"Relativamente ao orçamento inicial, estamos a falar de uma taxa de execução superior a 90%, o que é um valor mais elevado do que o do ano passado, que já por si era dos mais elevados de sempre", afirmou.
Paulo Fernandes (PSD) falava na reunião pública do executivo realizada esta 6ª-feira e durante a qual as Contas de Gerência de 2015 foram aprovadas por maioria, com os votos contra dos dois vereadores do PS.
Na apresentação dos documentos, o autarca sublinhou que foi cumprido o objetivo de alcançar uma taxa de execução superior a 85%, facto que classificou como "muito positivo e muito interessante", principalmente num ano que representou um final de ciclo relativamente à captação de fundos comunitários.
Em relação à dívida deixada pelo executivo de Manuel Frexes, este município do distrito de Castelo Branco está obrigado a uma redução anual de 10%, requisito que cumpriu.
"Em 2012, estávamos com uma dívida de sensivelmente 87 milhões de euros, sendo que fechámos 2015 com uma dívida de 71 milhões. Portanto, estamos a falar de cerca de 16 milhões de euros de redução em três anos, o que significa uma média de redução na casa dos cinco milhões de euros", referiu.
Assumindo que está perante uma "gestão dura e difícil" no quadro da dívida, Paulo Fernandes também destacou que, mesmo assim, o município tem conseguido implantar uma estratégia de desenvolvimento do concelho com uma forte aposta na componente da inovação e investimento para criar emprego.
Uma visão que, todavia, não é partilhada pelos vereadores do PS, que votaram contra a contas apresentadas, tendo na declaração de voto sublinhado que pretendem dissociar-se de "um modelo de governação assente numa estratégia de propaganda política, que está a empobrecer o município, comprometendo realizações futuras".
Durante a análise, o PS tinha já apresentado duras críticas aos documentos, destacando o facto de a autarquia ter considerado como receita extraordinária de 3,6 milhões de euros relativos a uma espécie de "perdão de dívida" da antiga empresa Águas de Zêzere e Côa, sem que esteja já firmado um acordo.
Paulo Fernandes esclareceu que foi a própria empresa que reduziu o valor, tendo-o, aliás, dado a conhecer ao Revisor Oficial de Contas da autarquia, mas esse argumento não convenceu a oposição.
António Quelhas (PS) afirmou que a autarquia "está a ajeitar a bola com a mão" e que "em termos económicos continua a cavar dívida".
"Esta situação não nos leva ao oásis que o senhor apregoa, mas sim a uma nova rutura", acrescentou.
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