Por: Cristina Valente
Os portugueses casam cada vez menos, e mesmo assim os que casam a maioria acaba por se divorciar. Os dados foram anunciados pelo Bispo da Diocese D. Antonino Dias, durante a Conferência do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
Os portugueses casam cada vez menos, e mesmo assim os que casam a maioria acaba por se divorciar. Os dados foram anunciados pelo Bispo da Diocese D. Antonino Dias, durante a Conferência do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
"Em 1975 realizaram-se 130 mil 125 casamentos , em 1985 o número baixava 44% para os 68 mil 461, em 2014 realizaram-se 31 mil 478 casamentos, ou seja em 40 anos o número de casamentos diminuiu em quase 80%".
Descida muito significativa do número de casamentos, que significa que o casamento não é prioridade.
"O número de divórcios por cada 100, era em 1975 de 1,5%, em 2013 de 70,4% ou seja 70% dos casamentos resultam em divórcio, ou seja três em cada quatro casamentos não sobrevive".
Não é novidade que cada vez há menos crianças, os casais cada vez têm menos filhos, e os que nascem, muitos dos que nascem, nascem fora da situação do matrimónio.
Para D. Antonino Dias, estes dados evidenciam o fim do casamento enquanto instituição, a liberalização e banalização dos afetos e o foco na carreira, "a inversão de prioridades".
"Pouca gente vê hoje felicidade na família, no matrimónio enquanto vínculo para a vida" afirma D. Antonino Dias.
Hoje vive-se uma época, do usa e deita fora, do tudo e já, do provisório e do descarte.
"O nosso tempo vive uma crise de sentir". conclui o Bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco.
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