Por: Diario Digital Castelo Branco
A Universidade da Beira Interior (UBI) integra, pelo segundo ano consecutivo, o U- Multirank. Trata-se de um estudo comparativo internacional levado a cabo por um consórcio independente alemão e holandês, que permite identificar as potencialidades e as fraquezas de cada universidade.
A Universidade da Beira Interior (UBI) integra, pelo segundo ano consecutivo, o U- Multirank. Trata-se de um estudo comparativo internacional levado a cabo por um consórcio independente alemão e holandês, que permite identificar as potencialidades e as fraquezas de cada universidade. Nos resultados divulgados em abril, a UBI destaca-se no item relativo ao tempo de finalização dos cursos de Mestrado, que faz parte do critério "Ensino e Aprendizagem".
Segundo o vice-reitor para a área da investigação, este "não é apenas mais um ranking, o Multirank é algo que serve para seriar, mais do ponto de vista do consumidor, aluno, docente e investigador que queira mover-se na Europa e saber o que está em cada uma das instituições, refere Carla Sousa em http://www.urbi.ubi.pt/pag/15273. Não mede à centésima, mas identifica quais são as caraterísticas de uma instituição ou de outra". Por outro lado, a nível interno também permite "ver oportunidades, vantagens, dá-nos as nossas fraquezas, onde nós temos que mudar e depois há algo em que nós de facto nos destacamos e em que poderíamos investir e que é no tempo de completar os Mestrados, onde a UBI está bastante bem representada", sublinha.
Deste modo, Paulo Moniz destaca ainda que esta análise qualitativa serve também para, na atualidade, redefinir estratégias para implementar no futuro, de modo a colocar a universidade numa posição de topo, num tempo de grandes desafios. "A universidade fez 30 anos, se nós queremos que ela esteja aqui por mais anos e chegue aos 300 numa posição cimeira e de comando é preciso pensar hoje em definir novos programas estratégicos e objetivos estáticos, redefinir e adaptar o que nós temos hoje para os desafios emergentes, que alguns são inadiáveis e inevitáveis", defende.
Para além daquele, os outros parâmetros avaliados foram "Investigação", "Transferência de Conhecimento", "Internacionalização" e "Ligação à Região", nos quais a UBI alcançou uma classificação dentro da média das restantes 1300 universidades que também foram alvo de escrutínio.
Ainda assim, Paulo Moniz reconhece que existem variáveis onde a instituição pode melhorar. "Há muito onde a UBI precisa de mudar estruturalmente, em termos de objetivos, de conteúdo e contexto, portanto tem que mudar muita coisa para poder subir em outros rankings, nós com a nossa qualidade e valor podemo-nos aproximar e elevar-nos acima de outras universidades", considera. "De facto, na investigação temos que melhorar, eu sou o responsável, dou a cara por isso mas temos que melhorar, precisamos também de melhorar na transferência de conhecimento e sobretudo na parte internacional", acrescenta.
Em 2016, a UBI foi avaliada nas Licenciaturas e nos Mestrados em Bioquímica e Biotecnologia, bem como no primeiro ciclo de Sociologia e no segundo ciclo de Exclusão e Políticas Sociais, já no próximo ano serão outros cursos a ser alvo de avaliação. "Isto vai sendo regular, ao fim de alguns anos volta outra vez aos mesmos cursos e nós vamos ver se conseguimos melhorar em termos dos nossos indicadores, aonde é que estamos no meio do pelotão, ou até comparar com outras universidades que também têm os mesmos", explica.
De resto, a candidatura para 2017 está já a ser preparada, por isso o responsável para a investigação apela aos estudantes para que, aquando disponível na plataforma eletrónica do U-MultiRank, participem no preenchimento do inquérito, elaborado pela equipa do ranking. "Eles pedem muito que os alunos participem, é de facto muito importante que o façam, sobretudo a nível dos cursos avaliados. A participação é muito simples, é dada uma password a cada aluno, e eles preenchem o inquérito anonimamente. Nós precisamos que os alunos participem, nem que seja para criticar", refere.
O U-Multirank conta com o apoio da Comissão Europeia e é elaborado por um consórcio independente liderado pelo Centre for Higher Education (CHE), da Alemanha, o Center for Higher Education Policy Studies (CHEPS), da University of Twente and the Centre for Science and Technology Studies (CWTS) da Leiden University, ambos da Holanda.
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