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País 19 de maio de 2016

Castelo Branco: Arguidas em silêncio no início de julgamento de casamentos por conveniência

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O julgamento no Tribunal de Coimbra relacionado com casamentos por conveniência que envolvia portugueses e paquistaneses arrancou hoje, mas apenas estiveram presentes três dos nove arguidos, que se recusaram a falar.

O julgamento no Tribunal de Coimbra relacionado com casamentos por conveniência que envolvia portugueses e paquistaneses arrancou hoje, mas apenas estiveram presentes três dos nove arguidos, que se recusaram a falar.

Seis arguidos faltaram à sessão e outro será julgado num processo separado, à semelhança de outros sete acusados, que já tinham sido separados do processo a 16 de março, dia em que o julgamento foi adiado.

Nessa altura, os juízes decidiram separar processos por cinco dos arguidos não terem prestado termo de identidade e residência (TIR), um ter o TIR inválido e desconhecer-se o paradeiro de outro.

Hoje, compareceram duas "noivas" (uma delas também suspeita de recrutar nubentes) e uma funcionária da conservatória do Porto.

O caso tinha inicialmente 17 arguidos e envolvia duas alegadas redes que terão facilitado a entrada de "muitos indivíduos" oriundos da "comunidade indostânica" (subcontinente indiano), cobrando-lhes entre 7.000 a 10.000 euros por casamento, num processo em que as mulheres portuguesas recebiam entre 1.500 a 3.500 euros, refere o Ministério Público (MP) no despacho de acusação a que a agência Lusa teve acesso.

No processo inicial, estão presentes, ao todo, 29 suspeitas de casamentos por conveniência, realizados nas conservatórias de Lisboa, Gaia, Condeixa-a-Nova, Porto, Famalicão, Penela, Castelo Branco, Sabugal e Entroncamento.

Numa das redes, havia ligação a uma funcionária da conservatória do Porto, acusada de corrupção passiva e auxílio à imigração ilegal, que seria compensada por esta rede, indica o MP.

O primeiro grupo é constituído por dois cidadãos paquistaneses e três mulheres, e o segundo grupo é constituído por dois paquistaneses.

As restantes arguidas, a maioria da Grande Lisboa e com idades entre os 25 e os 37 anos, são acusadas de um crime de casamento de conveniência, sendo que, face a "dificuldades económicas, facilmente acediam a troco de dinheiro", aponta o MP.

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