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Economia 25 de agosto de 2011

Energia: Aprovação hoje do fim dos direitos especiais na EDP permitirá cumprir exigência da "troika"

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Os acionistas da EDP deverão aprovar hoje o fim dos direitos especiais do Estado na empresa, permitindo cumprir assim mais uma das exigências do acordo com a "troika".

Os acionistas da EDP deverão aprovar hoje o fim dos direitos especiais do Estado na empresa, permitindo cumprir assim mais uma das exigências do acordo com a "troika".

Reunidos em assembleia-geral, os acionistas vão deliberar sobre a alteração dos estatutos da elétrica, com o objetivo de eliminar os direitos especiais do Estado.

O memorando de ajuda externa impunha a eliminação, até final de julho, das "golden share" e de todos os outros direitos especiais do Estado português em empresas cotadas, o que levou o Conselho de Ministros a aprovar a 05 de julho um decreto-lei para acabar com os privilégios do Estado enquanto acionista na EDP – Energias de Portugal, Galp Energia e Portugal Telecom.

Ainda que o prazo para a concretização deste compromisso tenha deslizado, a aprovação do fim dos direitos especiais na EDP (na Galp e na Portugal Telecom já foram aprovados) permite cumprir mais uma medida definida no memorando de entendimento.

Esta mudança abrirá as portas à saída do Estado do capital da EDP, onde detém 25,05 por cento do capital social da elétrica, através da Parpública.

Apesar de ainda não haver calendário para a privatização, que terá que acontecer até final do ano, o superintendente de operações no exterior da brasileira Eletrobras, Sinval Gama, disse recentemente que foi informado pelo Governo português que há a expetativa de que o processo de venda seja concluído entre setembro e outubro.

Uma hora antes do início da reunião, agendada para as 15:00 no Centro de Reuniões da Feira Internacional de Lisboa (FIL), decorrerá uma concentração de dirigentes e ativistas da CGTP-IN e das comissões de trabalhadores da EDP.

"Queremos alertar a sociedade para o facto de o Estado ir despejar nas mãos dos privados os seus poderes numa área muito sensível", disse à agência Lusa o presidente do Sindicato das Indústrias Elétricas do Sul e Ilhas, Manuel Correia.

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