Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O Conselho Empresarial das Beiras e Serra da Estrela disse hoje ser preciso ir mais longe do que o indicado no estudo da Infraestruturas de Portugal que conclui que pagar menos nas ex-Scut geraria mais receita para o Estado.
O Conselho Empresarial das Beiras e Serra da Estrela disse hoje ser preciso ir mais longe do que o indicado no estudo da Infraestruturas de Portugal que conclui que pagar menos nas ex-Scut geraria mais receita para o Estado.
"Este estudo prova que quer as empresas quer o Estado podem sair a ganhar com a redução dos preços, o que aliás sempre dissemos. Mas, tal como também sempre defendemos, o que efetivamente serviria esta região é a abolição das portagens ou, no mínimo, uma redução muito substancial. Portanto, é preciso ir mais longe do que os 15% apontados no estudo", afirmou o presidente daquela estrutura, Rogério Hilário.
O estudo da empresa Infraestruturas de Portugal (IP), a que a TSF teve acesso e hoje divulgou, foi realizado a pedido do anterior Governo PSD-CDS, embora as suas conclusões nunca tenham sido conhecidas, nem sido colocadas em prática, surgindo agora, numa altura em que o atual executivo já anunciou que vai descer as portagens em algumas ex-Scut [vias sem custos para o utilizador], embora ainda não tenha revelado quando, nem os valores.
Segundo a TSF, que fez vários cálculos, juntando os resultados estimados para as sete Scut, o cenário é o de que a receita global aumentaria cerca de 22 milhões de euros, sendo que apenas duas das sete autoestradas dariam menos dinheiro do que se os preços ficassem iguais, sem descidas.
De acordo com o estudo, os ganhos em receitas com portagens seriam especialmente grandes na A23 (autoestrada da Beira Interior), bem como na A22 (Via do Infante, Algarve), já que, com uma redução de 15%, ambas renderiam individualmente mais de cinco milhões de euros.
Para Rogério Hilário, o valor da redução "terá de ser mais significativo para que possa ter impacto" e para as empresas possam recuperar alguma da competitividade perdida com a introdução de portagens em vias que, como faz questão de sublinhar, foram construídas sob o pressuposto de que não teriam custos para o utilizador.
"O que este estudo vem refletir é que quanto maior for o desconto maior poderão ser os benefícios em termos de receitas, porque certamente que serão muitos mais a poderem circular nessas vias", apontou.
Este responsável recorda ainda que a redução dos preços não beneficiaria apenas o setor empresarial, mas todos os setores de atividade, bem como as populações que vivem na região e aqueles que a visitam.
"A região tornava-se mais atrativa em todos os aspetos. Não tenho dúvidas de que ganharíamos em termos de fixação de empresas ou da atração de turismo. Isto já para não falar naqueles que todos os dias têm de recorrer a essas vias", fundamentou.
O CEBSE é formado por 18 associações empresariais, representando cerca de 14.000 empresas da região das Beiras e Serra da Estrela, que é servida diretamente pela A25 (Aveiro/Vilar Formoso) e A23 (Guarda/Torres Novas).
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