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Economia 7 de junho de 2016

Turismo do Centro prejudicado pela falta de registo de unidades de turismo rural

Por: Diario Digital Castelo Branco

A Turismo Centro Portugal admite que as discrepâncias verificadas entre as unidades de turismo rural no terreno e as que estão efetivamente registadas no cadastro do Turismo de Portugal prejudicam financeiramente esta entidade regional.

A Turismo Centro Portugal admite que as discrepâncias verificadas entre as unidades de turismo rural no terreno e as que estão efetivamente registadas no cadastro do Turismo de Portugal prejudicam financeiramente esta entidade regional.

"Estas discrepâncias prejudicam a Entidade Regional Turismo Centro Portugal. Isto porque a fórmula de financiamento da atividade turística para a marca Centro Portugal é feita através de uma fórmula que assenta em quatro indicadores: o número de dormidas, o número de camas e aqui só contam as camas legais, registadas, a área (quilómetros quadrados) e o número de municípios", disse à agência Lusa o presidente da Entidade Regional Turismo Centro Portugal.

Pedro Machado adiantou que a transferência do Orçamento do Estado que a Turismo Centro Portugal recebe anualmente está intimamente ligada com esta equação.

"Sempre que há um estabelecimento que não tenha as camas registadas, sempre que há um estabelecimento em que estatisticamente não estejam contabilizados os números de dormidas, é evidente que é um não ganho para aquilo que anualmente a região devia receber", sublinhou.

O grupo ‘Pensar a Beira Baixa' divulgou, na segunda-feira, que no distrito de Castelo Branco estão identificadas 119 unidades de turismo rural, mas apenas 44 estão registadas no Turismo do Centro.

Este grupo, liderado pela Associação Empresarial da Beira Baixa (AEBB), adiantou ainda que do ponto de vista estatístico, a oferta instalada nesta sub-região não corresponde à leitura que o todo nacional tem sobre a própria rede.

Questionado sobre as razões que estão na origem da discrepância verificada na atividade turística na região da Beira Baixa, Pedro Machado adiantou que pode estar relacionada com questões processuais e de calendário.

"Convém lembrar que o novo regulamento do alojamento é uma legislação recente e, portanto, há aqui vários aspetos que podem ter condicionado essa leitura nacional", disse.

O responsável da Turismo Centro Portugal explicou ainda que o hiato de tempo entre a saída da legislação, a sua atualização e o registo dessas unidades, pode estar na origem da discrepância entre aquilo que é a realidade, por exemplo, que a AEBB tinha do número de estabelecimentos com vocação turística, mas que ainda não estão registadas.

Contudo, admite também que da parte dos próprios promotores turísticos não tenha havido essa preocupação inicial e que só agora a estejam a resolver.

Para evitar este tipo de situações, a Turismo centro Portugal está a desenvolver e a fazer ações juntos dos municípios, sobretudo da Beira Baixa, e ao nível das comunidades intermunicipais.

"Estamos a desenvolver ações em que apresentamos aos promotores, empresários e aos municípios, o novo regulamento do alojamento local. Nessas ações desconcentradas aproveitamos para complementar com os novos avisos no âmbito do Turismo 2020", concluiu.

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