Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Associação Empresarial da Beira Baixa (AEBB) disse hoje que se congratula com uma redução do valor nas portagens, mas adiantou que há muita incerteza em relação ao volume de desconto.
A Associação Empresarial da Beira Baixa (AEBB) disse hoje que se congratula com uma redução do valor nas portagens, mas adiantou que há muita incerteza em relação ao volume de desconto.
"Congratulamo-nos com o assumir de que isto [redução do valor das portagens] vai acontecer. Contudo, vejo tudo ainda numa incerteza muito grande relativamente ao volume daquilo que será o desconto a conceder, uma vez que já percebemos que o fim delas [portagens] está fora de questão", disse hoje à agência Lusa o presidente da AEBB, José Gameiro.
O primeiro-ministro, António Costa, admitiu na quarta-feira que as portagens nas antigas autoestradas sem custos para o utilizador (Scut) poderão baixar ainda este verão, adiantando que vai contactar as forças políticas para um consenso em matéria de descentralização.
O líder do executivo respondia a uma pergunta momentos antes formulada pelo secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, que pretendeu saber quando é que o Governo tenciona cumprir uma resolução já aprovada na Assembleia da República a recomendar uma redução das portagens cobradas nas antigas Scut.
António Costa disse que o Governo "tomou boa nota da recomendação que foi aprovada na Assembleia da República" e que o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, tem vindo a desenvolver as negociações necessárias "para que possa ser executada ainda este verão".
O presidente da AEBB adiantou ainda que ficou "mais tranquilo" de que alguma coisa iria acontecer, quando viu o projeto de resolução ser aprovado na Assembleia da República.
"Estávamos também expectantes que isto acontecesse porque tinha feito parte da campanha [eleitoral] do senhor primeiro-ministro", sustentou.
Contudo, este responsável disse que o facto de António Costa dizer que esta medida pode ser executada ainda este verão "é muito vaga".
José Gameiro recordou ainda que a AEBB continua à espera de uma resposta à reunião que solicitou ao ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, no dia 26 de fevereiro: "Não entendemos porque é que não somos recebidos e porque é que não podemos intervir nesta matéria".
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