Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O ministro da Agricultura disse que rejeitou a proposta negociada pelo anterior governo para cobrir os riscos da produção de cereja porque abrangia apenas três concelhos, defendendo que o fundo de calamidade "é mais equitativo".
O ministro da Agricultura disse que rejeitou a proposta negociada pelo anterior governo para cobrir os riscos da produção de cereja porque abrangia apenas três concelhos, defendendo que o fundo de calamidade "é mais equitativo".
O ministro foi questionado na comissão parlamentar de Agricultura e Mar sobre as compensações disponíveis para os produtores de cereja, que esperam este ano quebras de 50% face ao ano anterior, e explicou que a proposta negociada com as seguradoras para cobrir o risco de fendilhamento (rachas na cereja devido ao excesso de chuva) era discriminatória.
"Não aceitei [a proposta de seguro negociada pela sua antecessora Assunção Cristas] porque contemplava apenas o Fundão, Belmonte e a Covilhã e considerei que isso era discriminatório face a todas as outras regiões onde se produz cereja", justificou aos deputados.
Capoulas Santos adiantou ainda que o fundo de calamidade, que o Governo pretende reativar depois de ter sido "deixado na gaveta" pelo anterior executivo, "é uma solução mais justa e mais equitativa", pois abrange todos os agricultores, embora já não possa ser acionado este ano para acudir aos produtores de cereja.
O fundo de calamidades está associado ao sistema de seguros e é financiado pelos agricultores interessados e pelo Estado, cuja contribuição varia em função da adesão dos segurados.
A cereja deverá ter este ano a pior campanha das últimas três décadas, estimando-se uma quebra de 50% face a 2015, devido à primavera chuvosa, indicam as previsões agrícolas do INE hoje divulgadas.
Para a quebra de produtividade da cereja contribuíram decisivamente o inverno pouco frio, a que se seguiu a precipitação persistente registada na primavera, que teve o mês de maio mais chuvoso dos últimos 22 anos.
Globalmente estima-se que a produtividade da cereja ronde apenas as 1,4 toneladas por hectare, um dos valores mais baixos em 30 anos.
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