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Economia 29 de julho de 2016

"País teve 47 mil milhões para combater assimetrias e falhou." – João Paulo Catarino

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O coordenador adjunto da Unidade de Missão para a Valorização do Interior (UMVI), João Paulo Catarino, disse hoje que o país recebeu 47 mil milhões de euros para combater as assimetrias regionais, mas falhou claramente esse objetivo.

O coordenador adjunto da Unidade de Missão para a Valorização do Interior (UMVI), João Paulo Catarino, disse hoje que o país recebeu 47 mil milhões de euros para combater as assimetrias regionais, mas falhou claramente esse objetivo.

"O país, depois de receber 47 mil milhões de fundos comunitários para corrigir as assimetrias regionais, evoluiu a todos os níveis, mas as assimetrias acentuaram-se substancialmente", afirmou João Paulo Catarino.

Este responsável falava durante a sessão de encerramento do Colóquio Praxis "Patrimónios da Terra e do Homem: Linhas de Valorização e Desenvolvimento Sustentável na Beira Baixa", que decorreu em Proença-a-Nova, no distrito de Castelo Branco.

"Falhámos claramente no objetivo para o qual recebemos grande parte deste dinheiro. Constatando essa evidência, o que estamos a fazer agora é identificar junto dos vários ministérios aquilo que poderá vir a fazer a diferença no âmbito de políticas transversais em todas as áreas", explicou.

E o turismo é uma dessas áreas, sobretudo os vários tipos de turismo que o país e as regiões do interior oferecem.

"Essa vai ser uma vertente importante do programa. O país recebe hoje milhares de turistas que estão a chegar a Lisboa, Porto e Algarve. Isto não pode ficar só por estas regiões", sublinhou.

Adiantou ainda que a UMVI está tentar encontrar soluções e formas de levar os turistas que chegam aos grandes centros urbanos para o restante território nacional, sobretudo, o interior.

"Têm que percorrer e entrar pelo território dentro e ver as potencialidades que temos ao nível do turismo de natureza, militar, arqueológico, gastronómico e outros", disse.

João Paulo Catarino realçou ainda o trabalho que a Associação de Estudos do Alto Tejo e a Câmara de Proença-a-Nova têm feito ao longo dos anos pelo património arqueológico do concelho e da região.

"As câmaras têm sido os grandes promotores, nestes territórios [interior], do desenvolvimento que se tem feito à volta da arqueologia", sustentou.

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