Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Declarações no final da sétima etapa da 78.ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, disputada hoje entre Figueira de Castelo Rodrigo e Castelo Branco, numa distância de 182 quilómetros:
José Gonçalves (Caja Rural, vencedor da etapa): “No ano passado ganhámos com o [Eduard] Prades e este ano queríamos voltar a fazê-lo, mas ele teve um problema técnico e eu tive de ir disputar o ‘sprint’.
Declarações no final da sétima etapa da 78.ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, disputada hoje entre Figueira de Castelo Rodrigo e Castelo Branco, numa distância de 182 quilómetros:
José Gonçalves (Caja Rural, vencedor da etapa): “No ano passado ganhámos com o [Eduard] Prades e este ano queríamos voltar a fazê-lo, mas ele teve um problema técnico e eu tive de ir disputar o ‘sprint’.
Estava à procura de uma vitória para me tranquilizar a mim e à própria equipa, porque andámos a dar o máximo para ganhar uma etapa e finalmente chegou o dia. Estamos todos de parabéns, pelo esforço na parte final para chegarmos todos juntos.
Não era eu, era o Prades, mas houve um contratempo e passei a ser eu o número um da equipa e finalizei da melhor maneira. Consegui ganhar e isso dá-me um alento para a próxima prova, que é a Volta à Espanha.”
Samuel Caldeira (W52-FC Porto, segundo na etapa): “É a prova que temos uma equipa boa em todos os terrenos, na montanha, no contrarrelógio e nos ‘sprints’, foi montada pelo Nuno Ribeiro para estar forte em todos os terrenos e acho que temos provado isso na Volta a Portugal.”
Rui Vinhas (W52-FC Porto, 11.º na etapa e líder da classificação geral): “Mais uma vez consegui chegar com o mesmo tempo do vencedor e mais um dia em que a nossa equipa esteve muito bem, a defender-me a mim e ao Gustavo [Veloso]. Ainda não sei se chego ao contrarrelógio de amarelo, faltam duas etapas muito duras. Hoje pensávamos que ia ser um dia mais tranquilo, mas andou-se muito rápido e o vento provocou alguns estragos no pelotão.
Com o passar dos dias, vou ficando cada vez mais habituado a andar de amarelo. Mas também tenho ali o meu companheiro logo ali e se me acontecer alguma coisa provavelmente será ele a ficar com a liderança. Parecendo que não, isso deixa-me muito mais tranquilo.
Bater o Gustavo no contrarrelógio é muito difícil, ele é o melhor contrarrelogista em prova e não sei até que ponto vou conseguir defender a vantagem que tenho.”
Gustavo Veloso (W52-FC Porto, quarto na etapa e segundo na geral): “Em primeiro lugar queríamos selecionar uma fuga com corredores atrasados, continuámos a puxar, porque temos o camisola amarela. Deixámos ganhar cinco minutos e depois de a Androni Giocattoli ter tentado colocar um homem ou dois, nós continuámos para nos defendermos, porque estava vento lateral. Aqui, na parte final, tentámos lançar o [Samuel] Caldeira, porque também merece a sua oportunidade.
Se fosse para bonificar ‘sprintava’ eu e não lançava o Caldeira, ia na roda e ‘sprintava’ no risco, fazia de outra maneira, a ideia era só uma, lançar o Caldeira para ele discutir a etapa. Hoje era praticamente a única oportunidade que ele tinha, porque tem estado a trabalhar todos os dias e a forma de agradecer é retribuir esse trabalho, hoje fui eu.
Falta menos uma etapa do que ontem [quarta-feira], continua tudo igual, isso já não é mau. Agora é preciso descansar, pensar na próxima e continuar dia a dia até ao fim, esperando que a camisola fique na equipa.”
Alejandro Marque (LA-Antarte, protagonista da fuga do dia): “Morri na praia! Tentei, acho que fiz uma boa etapa. Pensava que podiam deixar chegar uma fuga, mas parece que querem ganhar tudo. Depois, havia outras equipas interessadas no ‘sprint’ e isso tornou tudo mais difícil. Sempre colaborámos todos, mas foi uma fuga muito comprida, desde o quilómetro 20. Ficámos cinco, esperávamos por mais um, mas nesta parte final foi ficando reduzido o grupo.
Fiquei um bocado com o peso da fuga, porque eles sabiam que eu era o mais bem classificado, mas o importante foi ter lutado pela vitória e penso que vamos tentar outra vez numa próxima etapa.
Há uma frase que vi no Rocky Balboa: Não importa a força com que bates, mas sim a tua força a receber os golpes. Há que ser forte quando se recebem golpes e ficar sempre pronto para voltar à luta."
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet