Por: Diario Digital Castelo Branco
A comemorar este ano 19 de existência, o Boom Festival implementou-se em Idanha-a-Nova há 14. Iniciou-se então uma história feliz de interação entre um evento cultural e sustentável que,além de projetar internacionalmente esta região, tem um impacto económico significativo no município com 9.716 habitantes (segundo os Censos 2011).
A comemorar este ano 19 de existência, o Boom Festival implementou-se em Idanha-a-Nova há 14. Iniciou-se então uma história feliz de interação entre um evento cultural e sustentável que, além de projetar internacionalmente esta região, tem umimpacto económico significativo no município com 9.716 habitantes (segundo os Censos 2011)
Aliás, em todo o distrito de Castelo Branco. A semana de 11 a 18 de agosto já esgotou instalações hoteleiras locais e ocrescimento de vendas em negócios locais varia entre 5% e 40%, segundo alguns relatos de comerciantes. Na 11ª edição, o número de trabalhadores ronda os 1.500. (Gráfico em anexo).Num concelho em que (de acordo com os Censos 2011) o número de residentes empregados ronda os 2.583 e os pensionistas 4.495, sendo ataxa de desemprego de cerca de 15,9%, o impacto económico do Boom Festival começa por ser percetível no nº de postos de trabalho criados na região (ver gráfico em cima).
"A empatia com a população e as entidades locais, a beleza natural e o património de Idanha-a-Nova levaram-nos a sedear a empresa neste concelho em 2009. Com isso, trouxemos recursos humanos altamente qualificados para o Interior, contribuindo não só para a economia local, como para o próprio combate à desertificação", explica Artur Mendes, da Organização.
Na preparação do festival e no decorrer do mesmo durante agosto, entre 11 e 18, o Boom Festival, que regressa à Herdade da Granja, uma propriedade com 150 hectares, na margem da albufeira de Marechal Carmona, criou cerca de 1.500 postos de trabalho, mais que em 2014.
"No nosso staff privilegiamos sobretudo pessoas que residem na região sendo que, pelo facto de sermos um evento internacional, temos de recrutar pessoas de todo o mundo. Calculamos cerca de 30 nacionalidades representadas no staff para a edição de 2016", garante Artur Mendes.
NEGÓCIOS LOCAIS CRESCEM ATÉ 40%
Para este ano as unidades hoteleiras já não têm disponibilidade para a semana de 11 a 18 de agosto. Emília Cordeiro, proprietária do Hotel Estrela da Idanha confirma que, de dois em dois anos, por altura do Boom, regista uma ocupação de "100%, sendo 95% dos hóspedes estrangeiros".
"Desde a implementação do Boom em Idanha-a-Nova, em 2002, este tem sido uma mais-valia para nós, contribuindo significativamente para manter uma tesouraria equilibrada". Também a lotação da Pousada da Juventude de Idanha-a-Nova encontra-se esgotada há alguns meses. Metade destina-se a colaboradores de empresas que fornecem o festival e o restante a clientes individuais, "na sua maioria estrangeiros", como refere António Luís Silva, coordenador da Região Centro da Movijovem.
Por seu turno, o Parque de Campismo tem notado um acréscimo de pedidos de informação. "Esta é a primeira edição em que o parque é explorado pelo Centro Municipal de Cultura e Desenvolvimento, pelo que não temos comparativo. A maioria dos campistas e caravanistas não faz reserva, mas temos registado um aumento de procura de informação por parte de portugueses e estrangeiros que vão participar no festival", afirma Rui Mendonça.
Mas não é só no alojamento e na restauração que o impacto económico é visível. Jorge Rafael, gerente do hipermercado Intermarché no concelho, observa que agosto é já, por si só, um mês forte em vendas, uma vez que é a altura preferencial para as férias dos emigrantes, além de que o Turismo na região tem vindo a aumentar.
Porém, "comparando os anos em que decorre o Boom, com aqueles em que este não se realiza, registamos um acréscimo de vendas a rondar os 40% na semana em que tem lugar o festival". "Mais do que isso, verificamos que há pessoas que regressam depois de férias mesmo sem o Boom".
O QUE DIZEM OS FORNECEDORES SOBRE O BOOM FESTIVAL
"Nos anos em que se realiza o festival registamos um crescimento de 20% nas vendas da gama de material que a organização utiliza com maior regularidade. O Boom tem um papel importantíssimo na nossa região e toda ela beneficia economicamente da sua realização". Rui Martins, Albiferragens
"Em 2014, o nosso negócio cresceu 6% em sequência do Boom e, em épocas de crise, como a que o país tem vindo a enfrentar é profundamente compensador. Muito mais difícil de contabilizar é a projeção da região como ponto de interesse cultural e turístico e a imagem que de nós apresenta de um distrito dinâmico, que vale a pena visitar e onde é bom viver". Hugo Trigo, Cabotrox.
"O Boom Festival significa um aumento do negócio para inúmeras empresas da região, bem como para particulares. Na Carlser esse crescimento situa-se entre 5% e 7,5%". Nuno Serrano, Carlser "Recrutamos pelo menos um trabalhador durante o Boom e os colaboradores efetivos da empresa têm de fazer horas extraordinárias para correspondermos às necessidades no fornecimento de produtos frescos aos diversos restaurantes". Sónia Boarqueiro, Infini Frutas
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