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País 4 de setembro de 2011

Avante: Festa termina hoje com discurso de Jerónimo de Sousa ao fim da tarde

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A 35ªa edição da Festa do Avante! termina hoje com um discurso ao final da tarde do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, onde se espera uma subida de tom nas críticas ao Governo e às medidas conhecidas na última semana.

A 35ªa edição da Festa do Avante! termina hoje com um discurso ao final da tarde do secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, onde se espera uma subida de tom nas críticas ao Governo e às medidas conhecidas na última semana.

Depois de um discurso de abertura onde apelou à mobilização – especialmente dos jovens – para a manifestação convocada pela CGTP-IN para 01 de outubro, Jerónimo de Sousa deverá, numa intervenção que costuma ser mais longa, explanar aquela que será a linha de orientação política dos comunistas para os próximos tempos.

Na abertura da festa, na quinta da Atalaia, o líder do PCP elegeu como alvos as medidas que constam do plano acordado com a ‘troika’ e adotadas pelo Governo de coligação PSD/CDS-PP, criticando a linha do executivo particularmente no plano social.

“Criam a pobreza e aumentam o número de pobres, depois a partir do estado de pobreza avançam com medidas parcelares, a recuperação do conceito da ‘sopa do Sidónio’, do medicamento fora de prazo que sendo para pobre não interessa a consequência, mesmo nas cantinas de refeição para pobres dispensa-se a fiscalização da ASAE”, afirmou então Jerónimo de Sousa.

O secretário-geral do PCP apelou então à “imensa maioria de milhões de portugueses que estão a ver o seu país a sangrar em vida, atingidos e sufocados por mais cortes, mais sacrifícios, menos direitos no trabalho, menos salário, menos reforma, menos saúde, menos educação” para que participe na manifestação convocada pela CGTP.

“A presença e voz das novas gerações será força de exemplo e garantia de que a luta continua”, assinalou, referindo que o PCP tem “grandes responsabilidades” a assumir e precisa de estar “mais influente e preparado para todos os combates que aí estão e se avizinham”.

Na altura, Jerónimo de Sousa advertiu que “os direitos sociais no capitalismo nunca são perenes”, nem “dádivas e muito menos legados doutras gerações”, mas que se “ganham e perdem” e “conquistam-se e defendem-se pela luta dos próprios em cada época”.

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